Direito (e respeito) ao voto

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Essa semana por aqui se comemorou os 100 anos da conquista do voto feminino. Em 1918, o movimento as Sufragistas (The Suffragettes), após muita luta, prisões e humilhações, garantiu que mulheres com mais de 30 anos e um certo nível patrimonial tivessem acesso às urnas. No mesmo ano também foi permitido o voto aos homens com mais de 21 anos, elevando considerávelmente o número de eleitores no reino.

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Para marcar a data, houve a inauguração de uma estátua da ativista sindical Alice Hawkins em Leicester no último domingo. Hawkins foi operária numa fábrica de sapatos nos anos 1880, presa diversas vezes por exigir melhores condições de trabalho e salário (que ERA menor que o dos homens). E aqui, o legado que Alice Hawkins transmitiu para suas filhas e netas: “You must use your vote, we suffered for it” (vocês devem usar seu voto, nós sofremos por isso). Direito e respeito ao voto. Que tal?

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Saiba Mais:
– Emmeline Pankhurts
foi a principal ativista pelo voto feminino aqui em Manchester
O Pankhurts Centre (MCR) abriga um grande acervo de documentos, imagens e objetos relacionados ao movimento, além de um centro comunitário
O People’s History Museum também dedica um considerável acervo sobre o tema
O filme Suffragettes (2015, Sarah Gavron and Alison Owen) mostra a luta e a trajetória das principais expoentes da causa aqui no UK
Mulheres não tem direito ao voto em alguns países do Golfo Pérsico (Kuwait, Qatar, Oman e Emirados Árabes)
Nova Zelândia (1893), Austrália (1902), Finlândia (1906), Noruega (1913) e União Soviética foram os primeiros países a garantir o voto às mulheres, seguidos pela Alemanha (1918), UK (1918), EUA (1920) e Uruguay (primeiro país da América Latina, 1927)
Em 2017 as mulheres conquistaram o direito ao voto na Arábia Saudita

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Good vibrations!

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                                                                                         University of Manchester, UK – lwg

Manchester entre as 10 cidades mais vibrantes do mundo. O quê? Sim! A revista especializada em viagens Time Out (com sede em Londres e Nova York) divulgou essa semana a pesquisa City Life Index realizada em mais de 32 centros urbanos. E o povo elegeu os lugares mais bacanas nos quesitos alimentação, cultura, preços acessíveis, cordialidade and, of course, the good vibration.

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Em sétima colocação, Manchester foi destacada pelo clima de seguir em frente, não importa a situação, a grande variedade de pubs, bares e música ao vivo e o insdispensável cuppa (chá básico de todo dia!).

Cada um na sua vibe. Estou aqui há mais de 3 anos e ainda tenho muito que aprender e conhecer da cidade. Curto como posso. Mesmo trocando a noitada nos pubs por trilhas ao ar livre. E sem mais, curtam as imagens de Manchester. Às vezes, falam mais que palavras. Que tal?

Summary
Good vibrations!
Manchester is one of the most exciting cities in the world. What? Yes! The Time Out magazine published this week the survey City Life Index quizzed urbanites from 32 cities around the world on food, culture, happiness, affordability and friendliness to find the best cities for living life to the full.
According to the travel magazine, Manchester locals said that the best thing about the city is that ‘we carry on, no matter what.’ Manchester is also the place with the most people who can’t get through the day without a cuppa, while its great drinking scene, live music and friendliness saw it ranked seventh. I have been living here for more than 3 years now and I still have a lot of things to learn and know about the city. Que tal? What you think?

Berlim: silêncio e som

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Berlim, Branderburg Gate – lwg

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim (…)
(Certas Coisas/Lulu Santos)

Como um artesão sábio e habilidoso que lapida matéria bruta e transforma pedaços de história em forma, conteúdo e beleza. Assim vejo Berlim. Assim entendo a cidade forjada à ferro e fogo e que se reconstrói pedra sobre pedra, melodias de silêncio e som.

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Silêncio dos museus, monumentos, cicatrizes de guerra e memória jogadas na cara. Som de turistas, vida noturna, música. Vibração que está nas ruas, no povo, nos jovens, na economia e na coragem.

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E nessa dualidade, a capital da Alemanha se veste de luz e modernidade para mostrar do que é feita e para onde vai. E a mensagem é clara: ao encarar o passado e antecipar o presente, se estabelece lá no futuro como uma das principais referências em arte, contracultura e vanguarda na Europa de hoje.

 

Há um ano exatamente revisitei essa cidade. E mais uma vez Berlim me enche de silêncio e som. Como na canção acima. Como tudo que cala, fala mais alto ao coração. Que tal?

*Berlim… em cada visita novos encantos, lugares, pessoas, amigos. Inesquecíveis olhares.

 

Summary
Berlin: silence and sound
As a wise and skillful craftsman who engrave raw material and turns pieces of history into form, content, and beauty. That’s how I see Berlin. That’s how I understand the city built for iron and fire. That rebuilds stone upon stone, melody of silence and sound.
Silence of the museums, monuments, scars of war and memory thrown in the face. Sound of tourists, nightlife, music. Vibration that is in the streets, in the people, in the young, in the economy and in the courage.
And in this duality, the capital of Germany dresses up in light and modernity to show what is made of and where it goes. And the message is clear: in facing the past and anticipating the present, it establishes itself in the future, as one of the main references in art, counterculture and avant-garde in today’s Europe
One year ago I revisited this city. And once again Berlin fills me with silence and sound. As in the song above. Que tal? What you think?

*Berlin… in every visit new charms, places, people, friends. Unforgettable looks.

Marple Bridge

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                                                                                                           Marple Bridge – lwg

A serra gaúcha é considerada um dos principais roteiros turísticos do Brasil. O cenário de vales, montanhas e a arquitetura com toque europeu atraem milhares de turistas todos os anos, especialmente no inverno. Pois foi pra lá que me “transportei” quando visitei Marple Bridge, cidade localizada a menos de 20km (12mi) de Manchester. Me lembrou Nova Petrópolis, Gramado e Canela.

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O vilarejo fica na região metropolitana de Stockport. É cercado por colinas (formação incomum numa área essencialmente plana) e pelo rio Goyt – que originalmente ligava o comércio local entre Derbyshire e Cheshire. A charmosa ponte de pedra no centrinho da vila foi contruída no século XVII.

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Atualmente, cafés, trilhas, reservas e parques tornam a região um movimentado pit-stop de esportistas, caminhantes, turistas ou apenas residentes locais que circulam por ali. Uma boa dica é a caminhada entre o Peak Forest Canal até a cidade (cerca de 4mi e 2h30).

Lembranças da serra gaúcha à parte, Marple Bridge não deixa nada a desejar no quesito natureza, charme e, claro, as coisas bacanas do inverno. Uma boa caminhada, um chocolate (ou café!) quente, ou um simples passeio. Conectando o sul do Brasil ao leste de Manchester. Que tal?

Summary
Marple Bridge
The mountain range in the south of Brazil is considered one of the main turistic hotspots of the country. Valleys, hills and the European scenario attracts millions of visitors every year, especially in the winter. Marple Bridge reminds me of Nova Petrópolis, Gramado and Canela.
This village is located in Greater Stockport. It is sorrounded by hills (a rare formation in a particularly flat area) and by the Goyt river. The charming bridge in the centre of the village was built in the 17th century.
Nowadays, cafés, trails, natural reserves and parks make the region a bustling pit-stop for sportsmen, hikers, tourists or just local residents who roam the valley.
Memories of the mountain range in the south of Brazil aside, Marple Bridge leaves nothing to be desired in terms of nature, charm and of course the cool things of winter. Connecting the south of Brazil and the east of Manchester. Que tal? What you think?
*Previsão de neve amanhã. E eu sonhando com praia…

Atualizações

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                                                                                                              (pixabay.com)

Meu caro amigo, me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
(Meu Caro Amigo, Chico)

Primeira semana de 2018 já era! E de volta em casa, hora de atualizar não só as resoluções de Ano Novo e a rotina, mas também as notícias locais. E tem de tudo. Aqui, alguns dos assuntos que estão bombando no Reino:
NHS em crise
Crise no sistema público de saúde agravando. Dados: nos principais hospitais da cidade, espera de 16h para hospitalização; pacientes aguardam cerca de 1h por ambulância; falta de leitos; cirurgias eletivas sendo canceladas; atendimento precário (!?) em postos de saúde; falta de pessoal; longa lista de espera para agendamento de consultas de rotina. A PM Theresa May em entrevista pediu desculpas à população afirmando que medidas urgentes serão tomadas para contornar a crise.
Furacão Eleanor

A tempestade que atingiu França e Espanha também deixou milhares de pessoas sem energia elétrica, alagamentos e destruição na Grã-Bretanha, especialmente na região norte. Manchester estava com alerta amarelo de segurança por conta dos ventos de até 60mph (96 km/h).
Mais de 40 mil crianças sem livros
Relatório divulgado pelo National Literacy Trust (Fundação Nacional de Alfabetização) em Londres aponta que 1 em 8 crianças na Grande Manchester não tem um único livro em casa. Os números abrangem crianças de baixo nível social (disadvantaged) e revelam que meninos e adolescentes em sua maioria não possuem livros.
Aussie Flu
A gripe Australiana está se alastrando pela região norte de Machester. O novo vírus é derivado do Influenza e considerado potencialmente fatal. O NHS está se mobilizando para atender pacientes com suspeita da doença.
Casamento Real
Não, eu não sigo os passos (nem os descompassos) da família real por aqui. Mas o casamento do Príncipe Harry e Meghan Markle anunciado para 2018 promete ser o grande evento do ano aqui na Europa. Fato. E ponto.

Brexit, cortes na segurança e na educação, crise na saúde e outrosquetais ficam para depois. Mídia e política anunciando o carnaval. Que acaba em samba e pizza como em qualquer lugar. Que tal?

Summary
Updating
First week of 2018, back home and it’s time to update not only the New Year’s resolutions and the routine but also the local news. And there’s a bit of everything. Here are some of the topics that are booming in the kingdom by now:
NHS Crisis
Hurricane Eleanor
More than 40,000 children withouth a book in Great Manchester
Aussie Flu
Royal Wedding

Brexit, cuts in safety and education, health crisis and other issues remain a topic for another post. Media and politics announcing the carnival. Which ends up in samba and pizza like anywhere else. Que tal? What do you think?

Seja como for, que venha 2018!

new-year-2840810_1920.pngAbra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa

E leve com você
Seu sonho mais lou
Lou, lou, lou, louco
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto

A gente às vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar

Na nossa festa
Vale tudo
Vale ser alguém como eu
Como você (Nelson Motta/Rubens Queiroz)

Ok, ok, a canção é bem antiguinha mas acho que para hoje, vale muito! Atualíssima! Então, entre no clima e escolha sua fantasia… cara lavada, ou maquiagem drag queen.

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E celebre, dance, chore, ria, encontre, reflita, pule ondas, faça anjinho na neve, coma uvas, coma lentilha, compartilhe, fique sozinho, beba champanhe, beba água, praia lotada no calor, parque vazio no frio, faça listas… Ou esqueça tudo isso e deixe as resoluções para amanhã.

Seja como for, que venha 2018. Com belas surpresas, grandes aventuras, ou velhos padrões e antigas canções. Não importa. Seja como for, dance sem parar… dance até sem saber dançar! Que tal?

Summary
Come however you are 2018!
Ok, ok, this song is quite old but I think it’s quite fitting for today! Very present-day! So get in the mood and choose your costume … washed face, or drag queen makeup.
And celebrate, dance, cry, laugh, meet, think over, jump waves, make a snow angel, eat grapes, eat lentils, share, stay alone, drink champagne, drink water, beach crowded in the heat, empty park in the cold, make lists… Or forget all of that and leave the resolutions for tomorrow.
Anyway, come however you are, Mr. 2018. With beautiful surprises, great adventures, or old patterns and old songs. It doesn’t matter. Anyway, dance nonstop … dance up, even not knowing how to dance! Que tal? What you think?

Have yourself a Merry little Christmas

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                                                                                                            White Christmas – lwg

Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
From now on your troubles will be out of sight
(Hugh Martin/Ralph Blane)

São canções, melodias, celebrações, encontros, presenças, sabores e saudades. Memórias natalinas. Tudo pronto na mesa para a ceia de Natal. Seja na noite do dia 24 ou manhã do dia 25. Hemisfério sul e norte unidos em acordes universais no coração das gentes.

Ano passado escrevi sobre passar o Natal longe do Brasil e o paralelo entre as culturas nessa época do ano. E hoje pensando nas canções que me embalam, sei que já troco alguns cântico por Carols. Sim, Natal Brasileiro lá e White Christmas aqui. Fazer o quê? Sempre sonhei com neve no Natal. E em português ou inglês, tenho que dançar conforme a música! E não fazer feio cantando no Christmas Market!

E pra você, quais músicas tocam sua memória natalina? Que tal?

*Bons momentos. Mais presença e menos presente.

Summary
Have yourself a Merry Little Christmas
Songs, melodies, celebrations, meetings, presences, tastes. Christmas Memories. All set on the table for Christmas dinner. Whether it’s the night of the 24th or the morning of the 25th. Southern Hemisphere and North united in universal chords in the heart of the peoples.
Last year I wrote about spending Christmas away from Brazil and the parallel between cultures at this time of year. And today thinking about the songs that rock me, I know that I have already exchanged a few Brazilian songs for Carols. Yes, Natal Brasileiro there and White Christmas here. What can I do? I have always dreamed of snow at Christmas. And whether in Portuguese or in English, I have to dance to the music! And you, which songs rock your Christmas memories? Que tal? What you think?