A cup of tea!

Ah, eu sou gaúcha… Deveria gostar de chimarrão, certo? Errado. Sorry. Nunca gostei da coisa. O que eu gostava mesmo, era de um bom chá. Quente ou gelado. No inverno ou verão. Meu amigos diziam que era coisa de velha (ou, melhor idade!). Pode ser. O bom é que aqui na Inglaterra, chá não tem idade. Nem hora.

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Minha caneca favorita e alguns dos sabores que tenho em casa – lwg

Tradicionalmente o Chá das 5 é um pequeno lanche (com direito a cerveja e cidra para acompanhar), onde se toma até… chá. Com leite. E historicamente, a cultura do chá na Europa surgiu em Portugal (trazido do Oriente) em 1543. No Reino Unido foi popularizada em 1660 pela rainha portuguesa Catarina de Bragança. Conta a lenda. E o wikipedia.

Em casa tenho minha pequena adega, quer dizer, estoque de chás. Leves para tomar de manhã, encorpados para os dias mais frios, e os reserva especial, que guardo para dividir bons momentos, ou nem que seja para saborear sozinha mesmo. Com um biscoitinho, claro. Um custard cream, please.

Atualmente tenho sabores básicos como: chá preto, camomila, chá verde, hortelã; os especiais Rooibos (sem cafeína): baunilha, chá verde com baunilha, caramelo, nutmeg & vanila (nós moscada e baunilha), Green tropical detox, vanila chai; E os clássicos ingleses English Breakfast e Earl Grey. E com toda essa variedade, o que fez falta esses dias foi o velho chá de boldo para curar ressacas gastronômicas! Vejam só… Would you like a cup of tea?

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London, London… (ou Londres e o estado das coisas)

A primeira impressão é a que fica!

A primeira vez que visitei Londres foi lá em 2007, num final de semana espichado quando morava em Dublin. Era agosto, verão e muito calor. E a impressão, talvez por ser a primeira, foi arrasadora. Cosmopolita, imponente, bela. Fui no clima casal jovem mochilando, almoçando sanduiche e tirando soneca no Hyde Park. Fizemos o clássico tour nos lugares mais clichês da cidade, óbvio. E Londres é mega: mega povoada, mega cara, mega misturada, mega distâncias, mega mundo. Este ano, morando agora tão pertinho (2h nos rapidíssimos trens da Virgin), fomos mais algumas vezes. E em cada visita, um estado diferente.

Londres em família

Em junho fomos em família e ficamos num hotel. A desculpa da viagem foi pegar uma carona com meu companheiro, que iria à trabalho. Naquela semana, meu filho tinha iniciado o desfralde… E agora? Bem, acabou batizando todos os parquinhos onde andamos! Fazer o quê! Aproveitei e visitei uma querida amiga brasileira e seu filho, que nos hospedaram em 2007. Também fomos ver os aviões no Science Museum (após insistentes pedidos) entre outros passeios bacanas. Tirei 30 minutos de folga sozinha e, ainda que com os pés cansados de tanto andar, visitei a exposição Shoes: Pleasure and Pain, no Victoria & Albert Museum. Adorei. No último dia por lá, almoço em Greenwich nos arredores da cidade e visita ao famoso obsevatório. Estado das coisas: boas lembranças e redescobertas. E Londres com kids é bem viável.

Família em Londres

Já em agosto, de novo verão, calor e férias escolares. Ficamos em casa de família, ou melhor, da família! Das primas. Casal + 3 filhas (brasileira, norueguês e as fofas misturinhas), que moram há tempos por lá. E surpresa: ao sair da estação Manor House do Underground (inaugurado em 1863!), um flashback: já havia estado lá, pensei. E não estava falando de outras vidas ou algo mais esotérico. Mas sim, há 8 anos atrás, ficamos hospedados exatamente a uma quadra do endereço de agora. Tudo tão longe, tão perto. E nessa estada, novos parquinhos, novos amigos, jantinha especial, bom papo e crianças interagindo em volta. Estado das coisas: proximidade e ambientação. E no trem, de volta pra casa, sensação boa de voltar para a vida no interior…

I just happen to be here, and it’s ok (Caetano Veloso)

E dias atrás, nova trip. Dessa vez, sem nenhuma desculpa: apenas ir. Agora inverno, 3ºC, mas com sol. Tudo de bom. Fomos novamente recebidos pelas primas. Passeamos, conversamos, saboreamos boa comida e as crianças, again, brincaram bastante. E, apesar da aparente tranquilidade, o policiamento nas ruas e estações não deixaram dúvida: o estado era de alerta. Máximo.

Assim é Londres. Assim é o mundo de hoje. Um pouco diferente de 8 anos atrás… Mas igualmente feito de gente. Muita. Pouca. Boas e más… Até agora, nas minhas trips to London, tenho tido muita sorte. Que tal?