Água de beber

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A glass of tap water, please – lwg

Tomar cerca de 2 litros de água por dia é uma atitude bem saudável. Mas, fica a dúvida: água mineral ou da torneira? Bem, depende. Depende da fonte da água e da fonte de dinheiro! Na Inglaterra, uma das melhores águas para consumo é a de Manchester. E quando estamos num restaurante sempre pedimos a glass of tap water. Sim, água da pia aqui é de graça e tem o gosto que deve ter: de água.

E um pouco de história: em 1829 surgiu a primeira estação de tratamento de água do mundo. Em Londres. E foi lá também que, após um período de escassez em 2006, o governo construiu uma usina de dessanilização. O complexo utiliza óleo de cozinha como fonte de energia.

Na Alemanha, França e Espanha, por exemplo, a água de beber também tem excelente qualidade. Mas a alta concentração de cal deixa chuveiros, máquina de lavar e outros eletrodomésticos esbranquiçados. E tem um sabor que nem sempre agrada.

No Brasil infelizmente, água da bica nem sempre é da boa. Em janeiro quando estive por lá, tomei água contaminada em Florianópolis e fiquei doente. Triste. Quem pode, compra água mineral (garrafa, garrafinhas ou bombonas que na hora da troca podem pipocar no chão e inundar sua cozinha), ou dá uma enjambrada e instala filtros (eletrônicos, caseiros, torneira dupla, barro, etc). A gente sempre dá um jeito.

Outra dica bacana por aqui é água saborizada. Fatias de limão ou folhas de hortelã dão um toque bem especial. Ficou com sede? Depois de ler esse post, que tal tomar um copo d’água? Seja de onde for. Até hoje, não tem nada melhor pra acabar com a sede. Em qualquer lugar do mundo.

Bom, Bonito e Barato!

E às vezes… ótimo, lindo e uma pechincha! Assim é o clima dos brechós daqui – as Charities, que vendem roupas, livros, brinquedos, DVD/CDs e outros quetais, a preço de banana. Detalhe: os produtos, novos ou usados, em geral estão em boas condições. Mas sem luxo. Sem cabides, araras e lounge music. E assim, ajudam pessoas.

A ideia é reverter o lucro das vendas para instituições de caridade. E as causas são muitas: crianças carentes, doenças cardíacas, pesquisa científica e muito mais. Já comprei livros, brinquedos e roupas (Wrangler, Benetton, H&M, Dorothy Perkins). Sem frescura. Nada que uma boa lavada e um ferro de passar não resolva. Fica a dica. Independente da causa, posso estar ajudando alguém. Consumo consciente. Ou simplesmente a oportunidade de uma boa (e justa!) compra. Que tal?

Algumas das Charities que conheço em Manchester:
British Heart Foundation
Fundada em 1961 por um grupo de médicos na Inglaterra. Os preços são um pouco mais caros, mas tudo bem organizado e apresentável. O dinheiro é revertido para hospitais e pesquisa sobre doenças cardiovasculares;
Oxfam
Criada em Oxford em 1942, é uma das mais antigas e prestigiadas instituições de ajuda do Reino Unido. As lojas são organizadas e o preços razoáveis. O dinheiro é revertido para problemas de fome, saúde, direitos humanos e inclusão social;
Sue Ryder
Criada em 1953 pela inglesa Sue Ryder que ajudava vítimas da WWII. Seu trabalho foi mundialmente reconhecido e até hoje rende ajuda à pessoas que atravessam grandes mudanças e perdas em suas vidas. Os produtos estão todos em caixas e cestos. Sem glamour, mas em geral, tudo a £1. O dinheiro também é revertido para pesquisas na área neurológica;
Barnabus
A entidade está completando 25 anos de suporte aos homeless do UK. Ajuda não só os moradores de rua, mas faz o trabalho de reaproximação famíliar. Loja bem organizada e preços acessíveis;
Cancer Research UK
A entidade se formou em 2002, reunindo duas grandes campanhas britânicas: Imperial Cancer Research Fund (ICRF – 1902) e a The British Empire Cancer Campaign (BECC – 1923). Os fundos arrecadados ajudam médicos, cientístas e enfermeiras no diagóstico e tratamento de pacientes com câncer. Lojas organizadas e preços acessíveis;

*Meses atrás, quando tive uma folguinha, trabalhei algumas horas por semana como voluntária no BHF. Valeu a experiência!
*P.S.1: O documentário The true Cost ajuda a repensar o consumo nas grandes lojas e nosso papel para tornar o processo todo um pouco mais digno e justo;
*P.S.2: O Brechó de Troca da minha amiga Helena em Porto Alegre é uma iniciativa super bacana que está dando o que falar nessa onda de consumo consciente, reciclagem e boas ideias;

Bolinho da hora!

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Bolinho, muffin ou cupcake – lwg

Feriados, folgas da escola e chuva… combinação perfeita para um lanche quentinho na tarde. Então, nada melhor que ocupar a galera e preparar uma boa receita caseira.

E umas das mais pedidas por aqui é o bolo integral de banana. Então, pra animar a turma, fiz em formato muffin/cupcake – seja qual for o nome da hora, que é sempre mais divertido. Segue a receita:

Bolo integral de banana
Ingredientes:
03 ovos
½ xicara de óleo de canola ou girassol
1 xícara de granola
1 e ½ xícara de açúcar mascavo
1 e ½ xicara de farinha integral
03 ou 04 bananas médias amassadas
1 colher de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
canela e cravo em pó
côco ralado

Como fiz:
Numa tigela, coloquei os ovos e bati bem. Depois, acrescentei o óleo e fui misturando aos poucos o açúcar. Pitada de sal. Agora a farinha + fermento e depois a granola (a coisa aqui começa a ficar dífícil e parece que não vai dar liga… mas acredita e vai!). Misturei bastante e coloquei as bananas (deixe para amassar por último pois fica com muita calda) e as especiarias. Tutochuntoreunido, dividi a massa nas forminhas de papel e na forma para cupcakes. Espalhei côco ralado em cima e forno por mais ou menos 45 min. Rendeu 20 bolinhos//muffins/cupcakes. Que tal?