Seja como for, que venha 2018!

new-year-2840810_1920.pngAbra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa

E leve com você
Seu sonho mais lou
Lou, lou, lou, louco
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto

A gente às vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar

Na nossa festa
Vale tudo
Vale ser alguém como eu
Como você (Nelson Motta/Rubens Queiroz)

Ok, ok, a canção é bem antiguinha mas acho que para hoje, vale muito! Atualíssima! Então, entre no clima e escolha sua fantasia… cara lavada, ou maquiagem drag queen.

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E celebre, dance, chore, ria, encontre, reflita, pule ondas, faça anjinho na neve, coma uvas, coma lentilha, compartilhe, fique sozinho, beba champanhe, beba água, praia lotada no calor, parque vazio no frio, faça listas… Ou esqueça tudo isso e deixe as resoluções para amanhã.

Seja como for, que venha 2018. Com belas surpresas, grandes aventuras, ou velhos padrões e antigas canções. Não importa. Seja como for, dance sem parar… dance até sem saber dançar! Que tal?

Summary
Come however you are 2018!
Ok, ok, this song is quite old but I think it’s quite fitting for today! Very present-day! So get in the mood and choose your costume … washed face, or drag queen makeup.
And celebrate, dance, cry, laugh, meet, think over, jump waves, make a snow angel, eat grapes, eat lentils, share, stay alone, drink champagne, drink water, beach crowded in the heat, empty park in the cold, make lists… Or forget all of that and leave the resolutions for tomorrow.
Anyway, come however you are, Mr. 2018. With beautiful surprises, great adventures, or old patterns and old songs. It doesn’t matter. Anyway, dance nonstop … dance up, even not knowing how to dance! Que tal? What you think?

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Have yourself a Merry little Christmas

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                                                                                                            White Christmas – lwg

Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
From now on your troubles will be out of sight
(Hugh Martin/Ralph Blane)

São canções, melodias, celebrações, encontros, presenças, sabores e saudades. Memórias natalinas. Tudo pronto na mesa para a ceia de Natal. Seja na noite do dia 24 ou manhã do dia 25. Hemisfério sul e norte unidos em acordes universais no coração das gentes.

Ano passado escrevi sobre passar o Natal longe do Brasil e o paralelo entre as culturas nessa época do ano. E hoje pensando nas canções que me embalam, sei que já troco alguns cântico por Carols. Sim, Natal Brasileiro lá e White Christmas aqui. Fazer o quê? Sempre sonhei com neve no Natal. E em português ou inglês, tenho que dançar conforme a música! E não fazer feio cantando no Christmas Market!

E pra você, quais músicas tocam sua memória natalina? Que tal?

*Bons momentos. Mais presença e menos presente.

Summary
Have yourself a Merry Little Christmas
Songs, melodies, celebrations, meetings, presences, tastes. Christmas Memories. All set on the table for Christmas dinner. Whether it’s the night of the 24th or the morning of the 25th. Southern Hemisphere and North united in universal chords in the heart of the peoples.
Last year I wrote about spending Christmas away from Brazil and the parallel between cultures at this time of year. And today thinking about the songs that rock me, I know that I have already exchanged a few Brazilian songs for Carols. Yes, Natal Brasileiro there and White Christmas here. What can I do? I have always dreamed of snow at Christmas. And whether in Portuguese or in English, I have to dance to the music! And you, which songs rock your Christmas memories? Que tal? What you think?

Adoro Lisboa!

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                                                                                Praia do Guincho, Caiscais – lwg

(…)
Lisboa tem a tradição
Dos bairros antigos
Vinho e sardinhas no verão
à beira do rio
Lisboa tem os rés-do-chão
E as altas mansardas
E há que descer e subir
Por estreitas escadas
Adoro Lisboa,
Eu quero-lhe bem,
Gosto de ver as gaivotas nos céus de Belém.
Adoro Lisboa,
E as histórias que tem
E sei que há muita gente
Que adora também
(Adoro Lisboa, Madredeus)

Da janela do avião meus olhos percorrem o Tejo. Do alto, uma imensidão poética, histórica e prazenteira parece dizer: bem-vinda a Portugal. E isso foi lá no ano 2000. Desde então, novas visitas, novas cores e uma terna paixão à primeira vista.

Sim, Portugal pra mim tem sabor e cheiro de Brasil à moda antiga. Brasil colonial, Brasil arcaico. Me reconheço no casario, nas fachadas e na fala chiada da gente carioca e do povo açoriano de Florianópolis. Me sinto em casa como em Porto Alegre, antiga Porto dos Casais… ou me espelho em Portalegre, no coração do Alentejo. Vila, freguesia, castelos.

Tem sol, mar, praia e minha língua pátria como guia. Mesmo quando perdida – em mundanas traduções, no meio do burburinho, me encontro junto aos turistas, portugas, brazucas e burcas.

É fado triste e saudoso, hoje cantado novo e fresquinho como pão quentinho nas padarias. É poesia e prosa sestrosa de quintal. De comunidade, de carpideiras. Como antigamente. Como um país que desafia o tempo, velas ao vento. Nau dos descobridores. Que tal?

Summary
I love Lisbon!
Yes, Portugal has the taste and scent of old-fashioned Brazil for me. Colonial Brazil, archaic Brazil. I recognize myself in the houses, in the facades and in the sounds of the Carioca people and the Azorean people of Florianópolis. I feel at home in Porto Alegre, Porto dos Casais… or mirror myself in Portalegre, in the heart of Alentejo. Villages, parishes, castles. It has the sun, the sea, beaches and my mother tongue as a guide. Even when lost in worldly translations, in the midst of the hubbub, I meet tourists, Portuguese, Brazilians and burcas. It is a sad and longing fado, today sung new and fresh like warm bread in bakeries. Community, mourners. Like before. Like a country that defies time, sails in the wind. Ships of the discoverers. Que tal? What you think?
*Voltando à Terrinha! Até daqui a pouco, Justine, Fernando e miúdos!

Rosemary, please!

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(lwg)

Chuva por aqui hoje empurrando a neve e… desconfio, os ponteiros do tempo também. Sim, pela manhã teve teatrinho de Christmas na escola do meu filho e gelei: semana que vem, já é Natal! Mas, calma lá! Muita coisa pra fazer antes de entrar no clima ho, ho, ho. E esse post surge assim, apressado como o relógio, sem sentido como correria de final de ano.

Preparava uma boa sopa de legumes quando falei com minha irmã por whatsapp. Notei que já faço confusão com os nomes em inglês. Ela sugeria os ingredientes em português e eu tentando ligar imagem às folhinhas. Deu nó! Então, aqui uma lista de alguns temperos (com tradução simultânea!) para quem como eu compra rosemary em vez de alecrim. Sem sentido, né? Que tal?

Summary
Rain here today washing the snow way and I guess the clock hands as well. Nativity play at school this morning and I freaked out: next week is Christmas already. But wait! Lots of things to do before that. And this post has come rushing in like a clock and nonsense as the hustle and bustle of the holiday season. I was cooking a vegetable soup while I was talking to my sister. Then I realized that I was mixing up English and Portuguese while she was suggesting me some ingredients for the soup. Here is a list of some spices for those like me who buy Rosemary instead of Alecrim. Que tal? What you think?

Basil: manjericão
Bay leaf: folhas de louro
Cinnamon: canela
Clove: cravo
Coriander: coentro
Cumin: cominho
Curry: curry
Garlic: alho
Ginger: gengibre
Marjoram: manjerona
Mint: hortelã
Nutmeg: nós moscada
Oregano: orégano (fácil!)
Parsley: salsinha
Pepper: pimenta
Rosemary: alecrim
Saffron: açafrão
Sage: sálvia
Thyme: tomilho
Turmeric: cúrcuma

Vida longa às artes

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                                                                                                             (pixabay.com)

Essa semana fui assistir ao quarteto de cordas Quatour Danel na Martin Harris Centre, Universidade de Manchester. E imersa na sensível interpretação dos músicos (franceses, não ingleses!), lembrei o quanto aproveitava os eventos gratuitos de música em Porto Alegre. Mas isso foi ainda no século passado, quando eu era estudante de música.

A cidade oferecia uma fervilhante programação de concertos, recitais, cursos e oficinas, em geral gratuitos. Naquela época, as principais orquestras – OSPA, Theatro São Pedro, Unisinos e Ulbra, entre outras, mantinham programas permanentes vinculados a visionários patrocinadores. Havia os clássicos concertos Dana, Olvebra, CEEE, projeto Blue Jazz, Música ao meio dia e muito mais. Sem contar os memoráveis Festivais de Coros, que agitavam os quatro cantos da aldeia. A OSPA chegou a manter o íncrível número de 2 concertos oficiais por semana. Terças e quintas. Muitas vezes saía da aula direto para o teatro. Lembram Aninha, Drica e Andreia? Hoje pelo que sei os concertos da OSPA, por exemplo, são mensais.

Claro, se educação é artigo de luxo em Terra Brasilis, quiçá cultura! Orquestras, corais, escolas de música? Elite. Trabalho de loucos, apaixonados e incansáveis artistas. Ou visionários patrocinadores. Vida longa às orquestras, corais, escolas de música. Everywhere. Que tal?

Programação fixa de eventos nas principais instituições de musica e arte em Manchester:
Martin Harris School of Arts and Drama (UNI)
quintas e sextas, 13h10, free
Royal Northen College of Music (RNCM)
segundas e quintas, 13h15, free
Bridgewater Hall
vários dias da semana, eventos pagos

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“Please stifle coughing as much as possible!” – lwg

*Após o recital, leio mais atentamente o programa. Ali, bem embaixo, em letras miúdas, a orientação: por favor, segure a tosse o máximo possível… Very British

Summary
Long live the arts
This week I watched the Quatour Danel at Martin Harris Centre at UNI. And opportunities like these remind me of when I never missed a free event in my hometown, Porto Alegre, when I was a music student there. Here in Manchester we have a lots of music and arts events to attend. Follow below three of the most important institutions for arts and culture. Que tal? What you think?