United colors

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                                                                                                                       (pixabay.com)

Esqueça a pele branca, muito branca, quase translúcida do povo inglês. Esqueça o cabelo loiro limão e o ruivo das crianças do reino. Sardas, nem pensar. Mas olhos azuis, com certeza. Pois vejam só: o primeiro homem britânico era negro. Sim sinhô. E de olhos azuis! O Cheddar Man.

A novidade científica (fantástica!!), divulgada há poucos dias, é o resultado de uma pesquisa conjunta entre o National History Museum e a University College London. Especialistas do museu extraíram o material genético do esqueleto encontrado em 1903 numa caverna em Cheddar Gorge, Somerset (por isso o nome). Cientistas da universidade analisaram o genona e fizeram a reconstrução facial. Acredita-se que o homem de Cheddar tenha vivido por lá há mais de 10 mil anos na ilha.

O que curto bastante por aqui é notar a inclusão de raças e cores em vários meios e mídias. Todos representam o todo. Ponto. E racismo é crime e levado bem a sério. Fico pensando na repercussão dessa pesquisa. Sou brasileira, venho de um dos países mais miscigenados do planeta e um dos mais racistas e preconceituosos. Que nega e silencia sua própria raça e origem. E não somente do negro em nossa pele e genes, mas nosso cabelo e cor de índio. Mas isso são outros 500. Que tal?

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Liverpool além dos Beatles

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                                                                                      Liverpool, Albert Dock – lwg

Liverpool se localiza no noroeste da Inglaterra, condado de Lancashire e possui cerca de 480 mil habitantes. Foi fundada em 1207 e atualmente é uma cidade em franco desenvolvimento e uma das mais populares do Reino.

E sim, porto onde nasceram os 4 garotos aqueles, que formaram os Beatles. Mas, confesso, como nunca fui muito fã dos caras (sorry JRF!) sempre que visito a cidade, fujo um pouco do roteiro rock and roll/beatlemaníaco/turístico/Yellow Submarine e tento conhecer uma outra Liverpool. Mas, Let it be! Para quem curte… está tudo lá. Museus, esculturas, murais, músicos tocando hits pelas ruas, souvenirs, souvenirs, souvenirs, o Cavern Club, a Penny Lane, etc. E assim, o clima é inegavelmente contagiante. (O site Viajei Bonito apresenta um roteiro para quem quiser reviver a história da banda in-loco).

E para além dos Beatles, deixe-se perder pelas ruazinhas estreitas, centros culturais e a parte mais antiga e menos prestigiada da cidade, cheia de encantos. Pode ser uma semana, um final de semana ou um Day Trip(per). Vale a visita. From me, to you. Que tal?

Lugares bacanas para quem quer conhecer a Liverpool além dos Beatles:
World Museum: espaço com múltiplas representações. O planetário oferece sessões regulares para todas as faixas etárias
Central Public Library: a biblioteca pública apresenta um grande acervo de livros e mídias, além de espaços interativos, agenda de eventos culturais e um variado café
Merseyside Maritime Museum: o museu abriga uma importante coleção de documentos, objetos e reproduções dos grandes navios e embarcações da história do porto de Liverpool
International Slavery Museum: Localizado no terceiro andar do Merseyside Museum, o local reúne depoimentos, fotos e documentos que apresentam, de forma crítica, os séculos de maus tratos, comércio e exploração dos escravos no Reino Unido e Europa
Piermaster’s House: o local era uma das casas localizada na região das docas e a única que resistiu aos bombardeios na WWII. O interior e seus objetos oferecem uma visão bem realista das residências na época
*Zé, Dani e cia: acabamos de voltar de lá e temos um mapa da cidade pra vocês!

Direito (e respeito) ao voto

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Essa semana por aqui se comemorou os 100 anos da conquista do voto feminino. Em 1918, o movimento as Sufragistas (The Suffragettes), após muita luta, prisões e humilhações, garantiu que mulheres com mais de 30 anos e um certo nível patrimonial tivessem acesso às urnas. No mesmo ano também foi permitido o voto aos homens com mais de 21 anos, elevando considerávelmente o número de eleitores no reino.

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Para marcar a data, houve a inauguração de uma estátua da ativista sindical Alice Hawkins em Leicester no último domingo. Hawkins foi operária numa fábrica de sapatos nos anos 1880, presa diversas vezes por exigir melhores condições de trabalho e salário (que ERA menor que o dos homens). E aqui, o legado que Alice Hawkins transmitiu para suas filhas e netas: “You must use your vote, we suffered for it” (vocês devem usar seu voto, nós sofremos por isso). Direito e respeito ao voto. Que tal?

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Saiba Mais:
– Emmeline Pankhurts
foi a principal ativista pelo voto feminino aqui em Manchester
O Pankhurts Centre (MCR) abriga um grande acervo de documentos, imagens e objetos relacionados ao movimento, além de um centro comunitário
O People’s History Museum também dedica um considerável acervo sobre o tema
O filme Suffragettes (2015, Sarah Gavron and Alison Owen) mostra a luta e a trajetória das principais expoentes da causa aqui no UK
Mulheres não tem direito ao voto em alguns países do Golfo Pérsico (Kuwait, Qatar, Oman e Emirados Árabes)
Nova Zelândia (1893), Austrália (1902), Finlândia (1906), Noruega (1913) e União Soviética foram os primeiros países a garantir o voto às mulheres, seguidos pela Alemanha (1918), UK (1918), EUA (1920) e Uruguay (primeiro país da América Latina, 1927)
Em 2017 as mulheres conquistaram o direito ao voto na Arábia Saudita

Good vibrations!

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                                                                                         University of Manchester, UK – lwg

Manchester entre as 10 cidades mais vibrantes do mundo. O quê? Sim! A revista especializada em viagens Time Out (com sede em Londres e Nova York) divulgou essa semana a pesquisa City Life Index realizada em mais de 32 centros urbanos. E o povo elegeu os lugares mais bacanas nos quesitos alimentação, cultura, preços acessíveis, cordialidade and, of course, the good vibration.

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Em sétima colocação, Manchester foi destacada pelo clima de seguir em frente, não importa a situação, a grande variedade de pubs, bares e música ao vivo e o insdispensável cuppa (chá básico de todo dia!).

Cada um na sua vibe. Estou aqui há mais de 3 anos e ainda tenho muito que aprender e conhecer da cidade. Curto como posso. Mesmo trocando a noitada nos pubs por trilhas ao ar livre. E sem mais, curtam as imagens de Manchester. Às vezes, falam mais que palavras. Que tal?

Summary
Good vibrations!
Manchester is one of the most exciting cities in the world. What? Yes! The Time Out magazine published this week the survey City Life Index quizzed urbanites from 32 cities around the world on food, culture, happiness, affordability and friendliness to find the best cities for living life to the full.
According to the travel magazine, Manchester locals said that the best thing about the city is that ‘we carry on, no matter what.’ Manchester is also the place with the most people who can’t get through the day without a cuppa, while its great drinking scene, live music and friendliness saw it ranked seventh. I have been living here for more than 3 years now and I still have a lot of things to learn and know about the city. Que tal? What you think?