Onda de calor, clima de férias

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(lwg)

Engraçada essa semana aqui no reino. A onda de calor que atinge a ilha (29ºC!) e a proximidade das férias escolares cria em mim a mesma sensação de dezembro no Brasil… época do meu aniversário, preparativos, escalas de férias e trabalhos, festas, viagens, encontros.

E no calor da emoção (literalmente!) percebi que apesar do mês ser outro, é a mesma correria: época de aniversário do meu filho, preparativos, escalas de férias e trabalhos, festas, viagens, encontros. Não necessariamente nessa ordem e intensidade. O detalhe: estamos em junho, não em dezembro. Às vezes me esqueço que vivo no reino del revés!

Domingo finalmente desfiz as malas que trouxe do Brasil no início do mês e que emendei com a ida a Barcelona. E além das especiarias de sempre, dessa vez trouxe meus livros. Pouco dos muitos que ainda guardo por lá. Fico sempre deixando para a próxima viagem… E assim, sei que devo um regresso.

 

 

Atualizações:
– Heatwave castigando os ingleses que adoram suas nuvenzinhas e chuvinhas
– Heatwave aquecendo minha pele e coração (a água da piscina, fria como ninguém, não se deixa emocionar!)
– Copa? Passo. Troco por boa música e boa companhia
– Faxina geral de verão na casa… Tão bacana janelas abertas
– Curtindo parques e trilhas

 

 

E assim começa o verão por aqui. Céu claro às 22h, céu claro às 4h… Um dia me acostumo. Hoje de folga, saí para correr de manhã e suei. E estranhei. Achei muito quente. Eram 10h e fazia uns 22ºC. Às vezes acho que me esqueci em algum aeroporto do mundo e já não me reconheço. Ou tenho que ajustar o termostato e o fuso horário de vez! Que tal?

*O heatwave vai continuar por aqui até o final de semana. Depois, máximas de 19ºC, 20ºC… Tenho que ajustar o termostato e o fuso horário de vez!

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Estado bruto

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                                                              Dunas da Joaquina, SC, Brasil (foto: Mário Salgado)

Jack Soul Brasileiro
E que o som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição

Estou de volta em Manchester após umas semanas de férias no Brasil. Sim, mais um half term, spring break ou whatever sejam os nomes das folgas que tenho aqui na Inglaterra. E não são poucas! Então, sempre que posso, aproveito para fazer uma das coisas que mais gosto nessa vida: viajar.

Em Terra Brasilis aterrisei em meio à crise: do combustível, dos caminhoneiros, das gentes. Como se fosse só. Como se crise fosse novidade. Um ringue (o país do swing). Até aqui, nada de novo. A novidade para mim é ficar em choque com os preços, abusos, desrespeito. Ainda sofro. Fecho um olho, finjo não ser comigo. Estado bruto. Como se fosse possível apagar as cicatrizes e glórias de ser brasileira, pelo simples fato de estar de visita. I can’t. And I never will.

Mas, vamos as coisas boas…
– passeio pela Costa da Lagoa
– passeio pelas dunas da Joaquina, Ingleses
– encontrar amigos queridos
– churrasco em família
– resolver burocracias, pendências
– banho de sol e correr na praia
– cabeleireiro, manicure e pedicure
– me perder de ver o mar
– dirigir na mão direita
– frutas, muitas frutas
– camarão, sempre
– suco natural

Por enquanto, em cada retorno, a doce sensação de pertencimento. País tropical abençoado pela contradição e belíssimo por natureza. Não sei quando será minha próxima viagem/visita ao Brasil. Hoje me dei conta que em quase 4 anos vivendo no Reino Unido, já estive 4 vezes por lá. É mais do que imaginava. Talvez menos do que gostaria. Um luxo. E como tal, aos poucos se torna mais distante, mais caro, mais inatingível. Como um sonho. Como um Brasil sem crise… diamante raro e único, ainda em estado bruto. Que tal?