Com que óculos?

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                                                                                                                 (pixakay.com)

Meu nome é Laura e já fui viciada em sapatos. Shoes. Comprava muitos, tinha muitos. E adorava! Salto alto, botas, bico fino, Oxford, … A desculpa era a vida corrida de jornalista. Cada eventinho extra era motivo para num novo “investimento” na carreira. E como todo vício, o resultado foi um grande desperdício de dinheiro, algumas trips divertidas pra contar e na hora H (quando vim morar na Inglaterra), acabei mesmo é passando tudo adiante! Desapeguei.

O cenário mudou. Não tenho mais onde ir com salto alto e stilettos. E aproveitando que troquei o (sim, outro) vício do chocolate Kit-Kat pelo Cadbury, minha fissura agora é… óculos de sol. Na cidade mais nublada do planeta! Vejam só. E tenho vários. Compro vários. Azul, preto, marrom, Jackie O., de praia, de ir trabalhar, de fazer esportes, de andar de bike, de sol, de solaço, de nublado, de frio, de calor, de neve e até de chuvisco.Vai entender!

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Andando de bike com meu filho no último domingo, nublado, 10ºC, eu de óculos escuros, a pessoa vira pra mim e pergunta: “mamãe, por que você tá de óculos de sol, se nem tem sol aqui em Manchester?” Eu: “er… bem, é,… não sei meu filho. Gosto de óculos de sol. Só esqueço que por aqui, não tem sol!” Eu tentando me enganar. Mas disse: “acho que devo usar mais aquele modelo de lente transparente, sabe, bem clarinho”. Acho que faz mais sentido…

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Essa conversa fiada é só pra repetir o de sempre: sinto falta do sol. Mesmo. Ainda mais depois das férias em Miami onde desfilei na praia quase toda minha coleção de… sunglasses. De volta em casa, todo dia me pergunto: com que óculos eu vou? Olho pela janela, espio o app BBC Weather e como já sei a resposta, dou de ombros e escolho bem faceira o modelo conforme a vibe do dia. Mesmo que não tenha sol. Ah, o prazer efêmero do vício! Torna tudo tão real que quase acredito. Que tal?

*E hoje aqui o dia promete! Muito sol e máxima de 20ºC! Preparando o desfile…

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Onde tenha sol, é pra lá que eu vou!

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Miami Beach fica em… Miami, Flórida. E a Flórida fica nos EUA. Não que eu seja lá muito fã do American Way of Life… me identifico mais com a politeness da Inglaterra. Mas, onde tenha sol, é pra lá que eu vou! E como ando muito precisada de vitamina D, bora lá! Prepare o bronzeador, havaianas, desenferruje o portunhol e entre no clima meio Rio, meio Havana, de uma das praias mais populares do mundo.

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Lincoln Road: caminhadas, patins e bikes. Da manhã à noite, o calçadão reúne os descolados e bronzeados da hora
– Restaurante
Forrest Gump: como um set de filmagem, vire turista mesmo (clichê sem culpa!) e tire uma foto no banco onde o famoso personagem contava suas histórias
Sawgrass Mills: pra quem tem coragem de trocar as águas cristalinas do mar por um shopping com ar-condicionado, esse centro de compras é um mundo
Museum of Art and Design, Jewish Museum of Florida, Memorial do Holocausto
– Ah, e claro, lindas praias de água transparente e morninha

Impossível listar todas as atrações – muitas e para todas as vibes. E não importa qual a sua praia. Vale é desfrutar cada momento como se fosse… dar praia! E sol pra mim, é artigo de luxo. Como loja da Havaianas em Londres e pé na areia branquinha. Que tal?

*Dentro de algumas horas piso mais uma vez no Aeroporto Internacional de Miami… que fica na Flórida. Que tem bastante sol! E uns 20ºC a mais que Manchester!

Chamando o vento

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Sim. Março chegando ao fim, ventania na ilha, brisa leve no ar. Adoro observar os ciclos da natureza, pedindo passagem ao tempo. Chamando o vento. Levando embora frias notícias, aquecendo as boas novas.

Na pele
– primavera começa hoje
– março gelado com direito à Beast from the East e mini Beast from the East
– tulipas florescendo pelas ruas
– com temperaturas acima de 7º, bike e caminhada outdoor liberados
Na quebrada da vida
– alarme falso de bomba na escola do meu filho
– índices de criminalidade aumentando na cidade
No balanço da vida
– caiu o primeiro dente de leite do meu filho
– bons encontros com amigos brasileiros de longa data. Novas histórias, novos cenários, velha sintonia
– viagens à mão cheia. Planos e roteiros por vir

Que venha a próxima estação. Brindemos. Por estarmos bem, por observar os ciclos da natureza. Por sentir o tempo passando na pele, na quebrada e no balanço da vida. Que tal?

United colors

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                                                                                                                       (pixabay.com)

Esqueça a pele branca, muito branca, quase translúcida do povo inglês. Esqueça o cabelo loiro limão e o ruivo das crianças do reino. Sardas, nem pensar. Mas olhos azuis, com certeza. Pois vejam só: o primeiro homem britânico era negro. Sim sinhô. E de olhos azuis! O Cheddar Man.

A novidade científica (fantástica!!), divulgada há poucos dias, é o resultado de uma pesquisa conjunta entre o National History Museum e a University College London. Especialistas do museu extraíram o material genético do esqueleto encontrado em 1903 numa caverna em Cheddar Gorge, Somerset (por isso o nome). Cientistas da universidade analisaram o genona e fizeram a reconstrução facial. Acredita-se que o homem de Cheddar tenha vivido por lá há mais de 10 mil anos na ilha.

O que curto bastante por aqui é notar a inclusão de raças e cores em vários meios e mídias. Todos representam o todo. Ponto. E racismo é crime e levado bem a sério. Fico pensando na repercussão dessa pesquisa. Sou brasileira, venho de um dos países mais miscigenados do planeta e um dos mais racistas e preconceituosos. Que nega e silencia sua própria raça e origem. E não somente do negro em nossa pele e genes, mas nosso cabelo e cor de índio. Mas isso são outros 500. Que tal?

Liverpool além dos Beatles

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                                                                                      Liverpool, Albert Dock – lwg

Liverpool se localiza no noroeste da Inglaterra, condado de Lancashire e possui cerca de 480 mil habitantes. Foi fundada em 1207 e atualmente é uma cidade em franco desenvolvimento e uma das mais populares do Reino.

E sim, porto onde nasceram os 4 garotos aqueles, que formaram os Beatles. Mas, confesso, como nunca fui muito fã dos caras (sorry JRF!) sempre que visito a cidade, fujo um pouco do roteiro rock and roll/beatlemaníaco/turístico/Yellow Submarine e tento conhecer uma outra Liverpool. Mas, Let it be! Para quem curte… está tudo lá. Museus, esculturas, murais, músicos tocando hits pelas ruas, souvenirs, souvenirs, souvenirs, o Cavern Club, a Penny Lane, etc. E assim, o clima é inegavelmente contagiante. (O site Viajei Bonito apresenta um roteiro para quem quiser reviver a história da banda in-loco).

E para além dos Beatles, deixe-se perder pelas ruazinhas estreitas, centros culturais e a parte mais antiga e menos prestigiada da cidade, cheia de encantos. Pode ser uma semana, um final de semana ou um Day Trip(per). Vale a visita. From me, to you. Que tal?

Lugares bacanas para quem quer conhecer a Liverpool além dos Beatles:
World Museum: espaço com múltiplas representações. O planetário oferece sessões regulares para todas as faixas etárias
Central Public Library: a biblioteca pública apresenta um grande acervo de livros e mídias, além de espaços interativos, agenda de eventos culturais e um variado café
Merseyside Maritime Museum: o museu abriga uma importante coleção de documentos, objetos e reproduções dos grandes navios e embarcações da história do porto de Liverpool
International Slavery Museum: Localizado no terceiro andar do Merseyside Museum, o local reúne depoimentos, fotos e documentos que apresentam, de forma crítica, os séculos de maus tratos, comércio e exploração dos escravos no Reino Unido e Europa
Piermaster’s House: o local era uma das casas localizada na região das docas e a única que resistiu aos bombardeios na WWII. O interior e seus objetos oferecem uma visão bem realista das residências na época
*Zé, Dani e cia: acabamos de voltar de lá e temos um mapa da cidade pra vocês!

Direito (e respeito) ao voto

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Essa semana por aqui se comemorou os 100 anos da conquista do voto feminino. Em 1918, o movimento as Sufragistas (The Suffragettes), após muita luta, prisões e humilhações, garantiu que mulheres com mais de 30 anos e um certo nível patrimonial tivessem acesso às urnas. No mesmo ano também foi permitido o voto aos homens com mais de 21 anos, elevando considerávelmente o número de eleitores no reino.

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Para marcar a data, houve a inauguração de uma estátua da ativista sindical Alice Hawkins em Leicester no último domingo. Hawkins foi operária numa fábrica de sapatos nos anos 1880, presa diversas vezes por exigir melhores condições de trabalho e salário (que ERA menor que o dos homens). E aqui, o legado que Alice Hawkins transmitiu para suas filhas e netas: “You must use your vote, we suffered for it” (vocês devem usar seu voto, nós sofremos por isso). Direito e respeito ao voto. Que tal?

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Saiba Mais:
– Emmeline Pankhurts
foi a principal ativista pelo voto feminino aqui em Manchester
O Pankhurts Centre (MCR) abriga um grande acervo de documentos, imagens e objetos relacionados ao movimento, além de um centro comunitário
O People’s History Museum também dedica um considerável acervo sobre o tema
O filme Suffragettes (2015, Sarah Gavron and Alison Owen) mostra a luta e a trajetória das principais expoentes da causa aqui no UK
Mulheres não tem direito ao voto em alguns países do Golfo Pérsico (Kuwait, Qatar, Oman e Emirados Árabes)
Nova Zelândia (1893), Austrália (1902), Finlândia (1906), Noruega (1913) e União Soviética foram os primeiros países a garantir o voto às mulheres, seguidos pela Alemanha (1918), UK (1918), EUA (1920) e Uruguay (primeiro país da América Latina, 1927)
Em 2017 as mulheres conquistaram o direito ao voto na Arábia Saudita

Good vibrations!

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                                                                                         University of Manchester, UK – lwg

Manchester entre as 10 cidades mais vibrantes do mundo. O quê? Sim! A revista especializada em viagens Time Out (com sede em Londres e Nova York) divulgou essa semana a pesquisa City Life Index realizada em mais de 32 centros urbanos. E o povo elegeu os lugares mais bacanas nos quesitos alimentação, cultura, preços acessíveis, cordialidade and, of course, the good vibration.

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Em sétima colocação, Manchester foi destacada pelo clima de seguir em frente, não importa a situação, a grande variedade de pubs, bares e música ao vivo e o insdispensável cuppa (chá básico de todo dia!).

Cada um na sua vibe. Estou aqui há mais de 3 anos e ainda tenho muito que aprender e conhecer da cidade. Curto como posso. Mesmo trocando a noitada nos pubs por trilhas ao ar livre. E sem mais, curtam as imagens de Manchester. Às vezes, falam mais que palavras. Que tal?

Summary
Good vibrations!
Manchester is one of the most exciting cities in the world. What? Yes! The Time Out magazine published this week the survey City Life Index quizzed urbanites from 32 cities around the world on food, culture, happiness, affordability and friendliness to find the best cities for living life to the full.
According to the travel magazine, Manchester locals said that the best thing about the city is that ‘we carry on, no matter what.’ Manchester is also the place with the most people who can’t get through the day without a cuppa, while its great drinking scene, live music and friendliness saw it ranked seventh. I have been living here for more than 3 years now and I still have a lot of things to learn and know about the city. Que tal? What you think?