Bolinho inglês com guaraná (ou chá com pão de queijo!)

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Ingleses, Florianópolis (lwg)

E aqui nesse sambinha, feito em uma hora só
Inverno e verão, Brasil e Inglaterra
Num mesmo compasso se integram

Pelas ruas, risos e buzinas
Aceleram meus dias
De vai e vem pela direita (ou será esquerda!)
Que atenta e desorienta

O churrasco é na parede, coraçãozinho e farofinha
O feijão é brasileiro, com sabor de abraço amigo
A sobremesa tem Bis, com suco de laranja espremidinho
E em Ingleses, leio em inglês, Fish’N Chips pra brasileiro ver

A hora do encontro é também despedida
Abraços hoje, com força de sempre (passado e futuro)
E nesse clima me inspiro, canto e choro
A saudade que já sinto

Da areia, do guaraná, do pão de queijo
Surpresas e desencantos
Desse túnel do tempo
Distância que bate no peito


*Forecast para amanhã: Manchester, máxima de 19
ºC; Ingleses, máxima de 28ºC. Já sei onde vou!

Vou de Expresso 25

expresso

Às vezes vou de taxi, de carro, de trem ou de bike. Às vezes vou por aí. E às vezes quando vou pro Brasil, vou de Expresso 25, um dos melhores grupos vocais do país.

Às vezes vou de carona. Às vezes meio louca, morando na Inglaterra, digo que canto no Expresso… E me perguntam: What? Como assim canta? O grupo não é do Brasil? Digo que o grupo é do mundo e assim como a música brasileira, sem fronteiras.

E agora que cruzei o oceano para merecidas férias, vou cantar com o Expresso 25. De carona. Sempre que tiver voz, sempre que me deixarem. E seja onde for.

Olavo, amo muito tudo isso! Bora lá que tô chegando. Que tal?

Sarau Expresso 25 + Raul Ellwanger
12.07.17, quarta-feira, 21h
Centro Cultural 25 de Julho (Rua Germano Petersen, 250)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00
(Attention please: bilheteria abre às 20h)

É primavera

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                                                              Fletcher Moss Botanic Gardens – lwg

E eu amo. Principalmente quando faz sol. E como é raro por aqui, quando posso, paro tudo e saio a carpe diar os dias iluminados.

Um lugar para os adoradores do sol é o Fletcher Moss Botanic Gardens, no bairro de Didsbury. Dentro da cidade. Como um oásis. Criado oficialmente em 1919, o prédio principal data de 1695 e é o segundo mais antigo da região (o primeiro é a Saint James Church, 1541).

Durante séculos a propriedade pertenceu a diversas famílias de Manchester. Em 1912, um filantropo chamado Alderman Fletcher Moss adquiriu a área onde morou até sua morte em 1919, quando o parque passou a ser controlado pelo município. Em 2006, um grupo de voluntários fundou a Associação dos Amigos do Fletcher Moss (que administra o local), considerado hoje uma das principais atrações ao ar livre da cidade.

Além do jardim botânico, o espaço é rodeado por trilhas, árvores (em especial cedro do Líbano) e pelo rio Mersey. Há também uma área formada por rocha dos alpes e a grande atração do jardim inglês: a gunnera manicata (conhecida como folha-de-mamute ou comida de dinossauro), planta exótica com folhas gigantes original do Brasil. Verde mundo. Que tal?

Fletcher Moss Botanic Park
Didsbury, Manchester (M20 2RQ)
Entrada franca
Como diz na entrada do parque: from dawn to dusk (do amanhecer ao anoitecer!)

A cara do Reino

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                                                                                          (Bruce Gilden/Magnun Photos)

Strange and Familiar: Britain as revealed by international photographers é a mostra do momento aqui na cidade (em cartaz até 29 de maio na Manchester Art Gallery). A exposição é um retrato do cotidiano britânico através da lente de renomados fotógrafos e fotojornalistas ao longo do século XX, como Henry Cartier-Bresson, Paul Strand, Evelyn Hofer e Bruce Gilden. 

São rostos, paisagens, personagens, famosos, anônimos, tristeza, esperança. Identidade e cultura. Mas, sobretudo, história através do olhar, talento e sensibilidade. Os registros vão do conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte aos festivais de música na Inglaterra, pobreza em Glasgow (Escócia), protestos, celebrações, monarquia, anarquia, democracia.

Muito bacana. E se pintar por lá, vale estender a visita às demais atrações da galeria. Simples respirARTE. Que tal?

* A MAG fica no centro de Manchester (M2 3JL). Horário de funcionamento: segunda a domingo das 10h às 17h; quintas das 10h às 21h. A entrada é franca.

Chinês com estilo!

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                                                                                                                               Red Chilli – lwg

Para quem curte culinária oriental, aqui uma dica de um restaurante especializado na cozinha de Beijin bem bacana na cidade: o Red Chilli Chinese Restaurant na Oxford Street.

O local é decorado com estilo e bom gosto. No cardápio uma grande variedade de pratos típicos da China e da Província de Sichuan, região oste do país, famosa por suas (apimentadas!) pimentas! De novo, seja esperto na hora da escolha! Os preços são acessíveis. Para almoço, menu com preço especial: 1 course (prato principal): £6.50; 2 courses (entrada, prato principal): £8,50; 3 courses (entrada, prato principal, sobremesa): £10.

Como toda grande cidade, Manchester também tem sua Chinatown. Ainda não conheço muitos resturantes por lá, mas sei que seu roteiro gastronômico atrai muitos turistas e locais, em busca dos sabores do oriente. Que tal?

* Um restaurante chinês clássico em POA era o Pagoda, na rua Oswaldo Aranha. Lembram dos bolinhos de camarão empanado?

Hasta luego, España!*

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                                                                                                      Mazarrón, Espanha – lwg

Há exatos 20 anos fiz minha primeira viagem à Europa (1997, vejam só!). Destino: Espanha. E desde então pude retornar algumas vezes a esse país que sempre me encanta. Guardei cenários, histórias e atmosferas. Com o tempo, os roteiros turísticos viraram visitas familiares, estadas afetivas. E há exatamente um ano, fiz uma nova visita.

Aproveitando o Easter break (férias de 2 semanas no período da Páscoa) estivemos visitando Titi e Tio Jan Jan em Múrcia, região sudeste do país. Fundada no ano de 843, a cidade tem cerca de 450 mil habitantes e é conhecida como a Huerta da España, por sua fértil produção agrícola.

E neste ano o tour especialíssimo foi pelas praias de Mazarrón. A Costa Cálida fica entre o mares Mediterrâneo e Menor. Com 35km de extensão, tem praias para todos os gostos (bolsos e estado de espírito!). Curtimos as praias La Manga, Nares, Castellar, Cabo de Palos e Puerto de Mazarrón. Agitos e noches calientes, esportes, clima Ibiza ou, simplesmente, praia família.

Em qualquer época do ano, essa baía encravada no meio de montanhas e vales semiáridos atrai turistas de toda Europa e, claro, ingleses, que assim como eu, buscam… o sol (que desconfio, mora por lá!). Que tal?

* Até a próxima, Espanha! Saudades.

Imaginário sonoro…

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inglês!

Há duas semanas fui assistir o Manchester Amateur Choir Competition. Ou, simplesmente, festival de coros de Manchester (e região). O evento aconteceu no teatro da Royal Northern College of Music. E foi bem legal.

No palco, regentes, pessoas, figurinos, ipads, partituras, piano, jurados. Nos bastidores, nervosismo, amizades, histórias de vida, pessoas e o mais sincero desejo de cantar. No tom, ou por diversão. Tudo amadoramente. E tudo levado muito à sério. O repertório circulou entre obras de autores clássicos ingleses e arranjos descolados (populares) de canções de David Bowie, REM, U2 e, of course, Beatles.

Amo muito tudo isso. Mas, brasileira que sou, senti falta de um pouco mais de emoção (ou entrega), dissonâncias (ou arranjos coxudos), harmonia (beleza) e contratempos (olha o breque!). Mas me deixei levar e durante uma hora me transportei no tempo (e no GPS!) revivendo os saudosos festivais de coros que participei, onde tudo era diversão e amizade. Cantar era só o que nos movia. Com muita emoção (prazer!). Para além das dissonâncias (distâncias), harmonias (saudades) ou contratempos (descompassos). Que tal?

do Brasil!
No próximo dia 11 de março em Porto Alegre acontece o lançamento do livro “Expresso 25 – Uma história do canto coral no Brasil” (organizado pela historiadora Angélica Boff) e do DVD “Expresso 25 – Uma viagem de 50 anos” (Coletivo Catarse). O material apresenta a trajetória do Expresso 25, um dos mais prestigiados grupos vocais brasileiros da atualidade, reconhecido em diversos países da América do Sul e Europa. Meu coração estará presente. Amarei sempre tudo isso.

* Parabéns a todos que cantam e pulsam música coral! No Brasil ou no mundo.