Fazendinha & kids!

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(lwg)

Para comemorar o aniversário do meu filho, sempre escolhemos um lugar surpresa para festejar a data. Museu, parquinho, restaurante com espaço kids, vale tudo. A ideia é passar o dia, ou algumas horas, num lugar só de criança. Ou simplesmente… brincando. Até agora, temos acertado em cheio (não sei até que idade)!

 

Esse ano o local escolhido foi a Red House Farm, uma fazendinha que fica no distrito de Altrincham e apenas a 20 minutos da minha casa. O local é super bacana e até recentemente, era uma fazenda produtiva. Atualmente o espaço é aberto ao público para curtição ao ar livre e festas.

 

Entre as atrações, além da extensa área verde, a RHF tem café ao ar livre e comidinhas feitas na hora, venda de produtos orgânicos, espaço coberto para festas, brinquedos, caixa de areia, área para piquenique, estacionamento, banheiros e, vejam só, entrada franca! Claro, tem até aqueles carrinhos e máquinas de colocar moedas para uma voltinha, mas eu, sempre que posso, passo reto!

 

Durante o verão, também acontece por lá o Maize Maze, um evento que aproveita a época da plantação local de milho para uma atração à parte (esse sim, pago). Tem tobogã, pula-pula, pista de kart e passeio de mini-trator. E no milharal, um labirinto onde as crianças e adultos pegam uma bandeira (para visualizar mais facilmente quem se perde!) e partem na aventura de se perder e se achar entre as plantas. O desafio é encontrar os 8 personagens espalhados e ganhar um carimbo em cada façanha. 

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Bolo recheado com dulce de leche uruguayo, côco e cobertura de brigadeiro! – lwg

Depois de 40 minutos de voltas e voltas, bem cansados, uma parada estratégica: ainda faltavam 3 carimbos e muita caminhada. Perguntamos pro aniversariante: -Vamos em frente sem choro/colo ou queres ir pra casa? -Vamos em frente! Resultado: andamos mais de 1 hora, sem choro/colo. De ninguém. E da próxima vez, juro que levo mais garrafinhas de água e as minhas galochas. Lama por todo lado! Difícil manter a elegância no clima fazendinha & kids. Que tal?

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Guarde nos olhos!

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Ingleses, SC – lwg

Guarde nos olhos,
A água mais pura da fonte
Beba esse horizonte
Toque nessas manhãs
(…)
Guarde nos olhos,
A chuva que faz as enchentes
Vai um pouco com a gente
Rumo à capital
Vai dentro da gente
Vamos pra capital
Tá dentro da gente
(Ivan Lins & Vitor Martins)

Dentro de algumas horas – já não sei de qual fuso horário, chego de volta em casa, em Manchester, depois de quase um mês de férias no Brasil. Que também é a minha casa. Confuso. Como o nem lá, nem aqui da Ananda.

 

E, mais uma vez, ainda com cheiro de mar na pele, penso no luxo das coisas boas de ser turista em minha pátria e o lado ruim – que virou areia, da minha pátria… O país da contradição!

 

É luxo só…
Cheiro de praia
Tablito na praia
Verão no inverno
Frio gelado e seco
Camarão à milanesa
Cantar com o Expresso 25
Encontrar velhos amigos
Chorar de rir com velhos amigos
Abraçar minha família
Dirigir carro automático na mão direita
Manicure, pedicure, cobrador, empacotador, frentista
Passeio de barco na Lagoa
Passeio de carro na Serra
Comprar esmaltes (coloridos!) brasileiros
Loja da Havaianas
Ouvir Itapema FM Florianópolis in loco
Brava gente brasileira
Reconhecer meu país

Virou areia…
Cheiro de medo
Calor úmido no inverno
Tênis de corrida nem saiu da mala
Passar frio no banho
Mosquitos
Preço do camarão à milanesa
Não encontrar velhos amigos
Esperar quem não vem
Papo de política no almoço
Aumento da gasolina (?!)
Cadê o trem?
Não reconhecer meu país

*Na alma, a canção Guarde nos Olhos… A versão ao vivo com Ivan Lins e Jorge Vercilo é a cara do Brasil;
* Na mala, é claro, bastante saudade. Mas também feijão, Pingo Douro e Bis, já que ninguém é de ferro!

Bolinho inglês com guaraná (ou chá com pão de queijo!)

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Ingleses, Florianópolis (lwg)

E aqui nesse sambinha, feito em uma hora só
Inverno e verão, Brasil e Inglaterra
Num mesmo compasso se integram

Pelas ruas, risos e buzinas
Aceleram meus dias
De vai e vem pela direita (ou será esquerda!)
Que atenta e desorienta

O churrasco é na parede, coraçãozinho e farofinha
O feijão é brasileiro, com sabor de abraço amigo
A sobremesa tem Bis, com suco de laranja espremidinho
E em Ingleses, leio em inglês, Fish’N Chips pra brasileiro ver

A hora do encontro é também despedida
Abraços hoje, com força de sempre (passado e futuro)
E nesse clima me inspiro, canto e choro
A saudade que já sinto

Da areia, do guaraná, do pão de queijo
Surpresas e desencantos
Desse túnel do tempo
Distância que bate no peito


*Forecast para amanhã: Manchester, máxima de 19
ºC; Ingleses, máxima de 28ºC. Já sei onde vou!

Vou de Expresso 25

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Às vezes vou de taxi, de carro, de trem ou de bike. Às vezes vou por aí. E às vezes quando vou pro Brasil, vou de Expresso 25, um dos melhores grupos vocais do país.

Às vezes vou de carona. Às vezes meio louca, morando na Inglaterra, digo que canto no Expresso… E me perguntam: What? Como assim canta? O grupo não é do Brasil? Digo que o grupo é do mundo e assim como a música brasileira, sem fronteiras.

E agora que cruzei o oceano para merecidas férias, vou cantar com o Expresso 25. De carona. Sempre que tiver voz, sempre que me deixarem. E seja onde for.

Olavo, amo muito tudo isso! Bora lá que tô chegando. Que tal?

Sarau Expresso 25 + Raul Ellwanger
12.07.17, quarta-feira, 21h
Centro Cultural 25 de Julho (Rua Germano Petersen, 250)
Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00
(Attention please: bilheteria abre às 20h)

É primavera

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                                                              Fletcher Moss Botanic Gardens – lwg

E eu amo. Principalmente quando faz sol. E como é raro por aqui, quando posso, paro tudo e saio a carpe diar os dias iluminados.

Um lugar para os adoradores do sol é o Fletcher Moss Botanic Gardens, no bairro de Didsbury. Dentro da cidade. Como um oásis. Criado oficialmente em 1919, o prédio principal data de 1695 e é o segundo mais antigo da região (o primeiro é a Saint James Church, 1541).

Durante séculos a propriedade pertenceu a diversas famílias de Manchester. Em 1912, um filantropo chamado Alderman Fletcher Moss adquiriu a área onde morou até sua morte em 1919, quando o parque passou a ser controlado pelo município. Em 2006, um grupo de voluntários fundou a Associação dos Amigos do Fletcher Moss (que administra o local), considerado hoje uma das principais atrações ao ar livre da cidade.

Além do jardim botânico, o espaço é rodeado por trilhas, árvores (em especial cedro do Líbano) e pelo rio Mersey. Há também uma área formada por rocha dos alpes e a grande atração do jardim inglês: a gunnera manicata (conhecida como folha-de-mamute ou comida de dinossauro), planta exótica com folhas gigantes original do Brasil. Verde mundo. Que tal?

Fletcher Moss Botanic Park
Didsbury, Manchester (M20 2RQ)
Entrada franca
Como diz na entrada do parque: from dawn to dusk (do amanhecer ao anoitecer!)

A cara do Reino

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                                                                                          (Bruce Gilden/Magnun Photos)

Strange and Familiar: Britain as revealed by international photographers é a mostra do momento aqui na cidade (em cartaz até 29 de maio na Manchester Art Gallery). A exposição é um retrato do cotidiano britânico através da lente de renomados fotógrafos e fotojornalistas ao longo do século XX, como Henry Cartier-Bresson, Paul Strand, Evelyn Hofer e Bruce Gilden. 

São rostos, paisagens, personagens, famosos, anônimos, tristeza, esperança. Identidade e cultura. Mas, sobretudo, história através do olhar, talento e sensibilidade. Os registros vão do conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte aos festivais de música na Inglaterra, pobreza em Glasgow (Escócia), protestos, celebrações, monarquia, anarquia, democracia.

Muito bacana. E se pintar por lá, vale estender a visita às demais atrações da galeria. Simples respirARTE. Que tal?

* A MAG fica no centro de Manchester (M2 3JL). Horário de funcionamento: segunda a domingo das 10h às 17h; quintas das 10h às 21h. A entrada é franca.

Chinês com estilo!

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                                                                                                                               Red Chilli – lwg

Para quem curte culinária oriental, aqui uma dica de um restaurante especializado na cozinha de Beijin bem bacana na cidade: o Red Chilli Chinese Restaurant na Oxford Street.

O local é decorado com estilo e bom gosto. No cardápio uma grande variedade de pratos típicos da China e da Província de Sichuan, região oste do país, famosa por suas (apimentadas!) pimentas! De novo, seja esperto na hora da escolha! Os preços são acessíveis. Para almoço, menu com preço especial: 1 course (prato principal): £6.50; 2 courses (entrada, prato principal): £8,50; 3 courses (entrada, prato principal, sobremesa): £10.

Como toda grande cidade, Manchester também tem sua Chinatown. Ainda não conheço muitos resturantes por lá, mas sei que seu roteiro gastronômico atrai muitos turistas e locais, em busca dos sabores do oriente. Que tal?

* Um restaurante chinês clássico em POA era o Pagoda, na rua Oswaldo Aranha. Lembram dos bolinhos de camarão empanado?