Onde tenha sol, é pra lá que eu vou!

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Miami Beach fica em… Miami, Flórida. E a Flórida fica nos EUA. Não que eu seja lá muito fã do American Way of Life… me identifico mais com a politeness da Inglaterra. Mas, onde tenha sol, é pra lá que eu vou! E como ando muito precisada de vitamina D, bora lá! Prepare o bronzeador, havaianas, desenferruje o portunhol e entre no clima meio Rio, meio Havana, de uma das praias mais populares do mundo.

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Lincoln Road: caminhadas, patins e bikes. Da manhã à noite, o calçadão reúne os descolados e bronzeados da hora
– Restaurante
Forrest Gump: como um set de filmagem, vire turista mesmo (clichê sem culpa!) e tire uma foto no banco onde o famoso personagem contava suas histórias
Sawgrass Mills: pra quem tem coragem de trocar as águas cristalinas do mar por um shopping com ar-condicionado, esse centro de compras é um mundo
Museum of Art and Design, Jewish Museum of Florida, Memorial do Holocausto
– Ah, e claro, lindas praias de água transparente e morninha

Impossível listar todas as atrações – muitas e para todas as vibes. E não importa qual a sua praia. Vale é desfrutar cada momento como se fosse… dar praia! E sol pra mim, é artigo de luxo. Como loja da Havaianas em Londres e pé na areia branquinha. Que tal?

*Dentro de algumas horas piso mais uma vez no Aeroporto Internacional de Miami… que fica na Flórida. Que tem bastante sol! E uns 20ºC a mais que Manchester!

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Berlim: silêncio e som

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Berlim, Branderburg Gate – lwg

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim (…)
(Certas Coisas/Lulu Santos)

Como um artesão sábio e habilidoso que lapida matéria bruta e transforma pedaços de história em forma, conteúdo e beleza. Assim vejo Berlim. Assim entendo a cidade forjada à ferro e fogo e que se reconstrói pedra sobre pedra, melodias de silêncio e som.

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Silêncio dos museus, monumentos, cicatrizes de guerra e memória jogadas na cara. Som de turistas, vida noturna, música. Vibração que está nas ruas, no povo, nos jovens, na economia e na coragem.

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E nessa dualidade, a capital da Alemanha se veste de luz e modernidade para mostrar do que é feita e para onde vai. E a mensagem é clara: ao encarar o passado e antecipar o presente, se estabelece lá no futuro como uma das principais referências em arte, contracultura e vanguarda na Europa de hoje.

 

Há um ano exatamente revisitei essa cidade. E mais uma vez Berlim me enche de silêncio e som. Como na canção acima. Como tudo que cala, fala mais alto ao coração. Que tal?

*Berlim… em cada visita novos encantos, lugares, pessoas, amigos. Inesquecíveis olhares.

 

Summary
Berlin: silence and sound
As a wise and skillful craftsman who engrave raw material and turns pieces of history into form, content, and beauty. That’s how I see Berlin. That’s how I understand the city built for iron and fire. That rebuilds stone upon stone, melody of silence and sound.
Silence of the museums, monuments, scars of war and memory thrown in the face. Sound of tourists, nightlife, music. Vibration that is in the streets, in the people, in the young, in the economy and in the courage.
And in this duality, the capital of Germany dresses up in light and modernity to show what is made of and where it goes. And the message is clear: in facing the past and anticipating the present, it establishes itself in the future, as one of the main references in art, counterculture and avant-garde in today’s Europe
One year ago I revisited this city. And once again Berlin fills me with silence and sound. As in the song above. Que tal? What you think?

*Berlin… in every visit new charms, places, people, friends. Unforgettable looks.

Have yourself a Merry little Christmas

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                                                                                                            White Christmas – lwg

Have yourself a merry little Christmas
Let your heart be light
From now on your troubles will be out of sight
(Hugh Martin/Ralph Blane)

São canções, melodias, celebrações, encontros, presenças, sabores e saudades. Memórias natalinas. Tudo pronto na mesa para a ceia de Natal. Seja na noite do dia 24 ou manhã do dia 25. Hemisfério sul e norte unidos em acordes universais no coração das gentes.

Ano passado escrevi sobre passar o Natal longe do Brasil e o paralelo entre as culturas nessa época do ano. E hoje pensando nas canções que me embalam, sei que já troco alguns cântico por Carols. Sim, Natal Brasileiro lá e White Christmas aqui. Fazer o quê? Sempre sonhei com neve no Natal. E em português ou inglês, tenho que dançar conforme a música! E não fazer feio cantando no Christmas Market!

E pra você, quais músicas tocam sua memória natalina? Que tal?

*Bons momentos. Mais presença e menos presente.

Summary
Have yourself a Merry Little Christmas
Songs, melodies, celebrations, meetings, presences, tastes. Christmas Memories. All set on the table for Christmas dinner. Whether it’s the night of the 24th or the morning of the 25th. Southern Hemisphere and North united in universal chords in the heart of the peoples.
Last year I wrote about spending Christmas away from Brazil and the parallel between cultures at this time of year. And today thinking about the songs that rock me, I know that I have already exchanged a few Brazilian songs for Carols. Yes, Natal Brasileiro there and White Christmas here. What can I do? I have always dreamed of snow at Christmas. And whether in Portuguese or in English, I have to dance to the music! And you, which songs rock your Christmas memories? Que tal? What you think?

Adoro Lisboa!

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                                                                                Praia do Guincho, Caiscais – lwg

(…)
Lisboa tem a tradição
Dos bairros antigos
Vinho e sardinhas no verão
à beira do rio
Lisboa tem os rés-do-chão
E as altas mansardas
E há que descer e subir
Por estreitas escadas
Adoro Lisboa,
Eu quero-lhe bem,
Gosto de ver as gaivotas nos céus de Belém.
Adoro Lisboa,
E as histórias que tem
E sei que há muita gente
Que adora também
(Adoro Lisboa, Madredeus)

Da janela do avião meus olhos percorrem o Tejo. Do alto, uma imensidão poética, histórica e prazenteira parece dizer: bem-vinda a Portugal. E isso foi lá no ano 2000. Desde então, novas visitas, novas cores e uma terna paixão à primeira vista.

Sim, Portugal pra mim tem sabor e cheiro de Brasil à moda antiga. Brasil colonial, Brasil arcaico. Me reconheço no casario, nas fachadas e na fala chiada da gente carioca e do povo açoriano de Florianópolis. Me sinto em casa como em Porto Alegre, antiga Porto dos Casais… ou me espelho em Portalegre, no coração do Alentejo. Vila, freguesia, castelos.

Tem sol, mar, praia e minha língua pátria como guia. Mesmo quando perdida – em mundanas traduções, no meio do burburinho, me encontro junto aos turistas, portugas, brazucas e burcas.

É fado triste e saudoso, hoje cantado novo e fresquinho como pão quentinho nas padarias. É poesia e prosa sestrosa de quintal. De comunidade, de carpideiras. Como antigamente. Como um país que desafia o tempo, velas ao vento. Nau dos descobridores. Que tal?

Summary
I love Lisbon!
Yes, Portugal has the taste and scent of old-fashioned Brazil for me. Colonial Brazil, archaic Brazil. I recognize myself in the houses, in the facades and in the sounds of the Carioca people and the Azorean people of Florianópolis. I feel at home in Porto Alegre, Porto dos Casais… or mirror myself in Portalegre, in the heart of Alentejo. Villages, parishes, castles. It has the sun, the sea, beaches and my mother tongue as a guide. Even when lost in worldly translations, in the midst of the hubbub, I meet tourists, Portuguese, Brazilians and burcas. It is a sad and longing fado, today sung new and fresh like warm bread in bakeries. Community, mourners. Like before. Like a country that defies time, sails in the wind. Ships of the discoverers. Que tal? What you think?
*Voltando à Terrinha! Até daqui a pouco, Justine, Fernando e miúdos!

Vida longa às artes

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                                                                                                             (pixabay.com)

Essa semana fui assistir ao quarteto de cordas Quatour Danel na Martin Harris Centre, Universidade de Manchester. E imersa na sensível interpretação dos músicos (franceses, não ingleses!), lembrei o quanto aproveitava os eventos gratuitos de música em Porto Alegre. Mas isso foi ainda no século passado, quando eu era estudante de música.

A cidade oferecia uma fervilhante programação de concertos, recitais, cursos e oficinas, em geral gratuitos. Naquela época, as principais orquestras – OSPA, Theatro São Pedro, Unisinos e Ulbra, entre outras, mantinham programas permanentes vinculados a visionários patrocinadores. Havia os clássicos concertos Dana, Olvebra, CEEE, projeto Blue Jazz, Música ao meio dia e muito mais. Sem contar os memoráveis Festivais de Coros, que agitavam os quatro cantos da aldeia. A OSPA chegou a manter o íncrível número de 2 concertos oficiais por semana. Terças e quintas. Muitas vezes saía da aula direto para o teatro. Lembram Aninha, Drica e Andreia? Hoje pelo que sei os concertos da OSPA, por exemplo, são mensais.

Claro, se educação é artigo de luxo em Terra Brasilis, quiçá cultura! Orquestras, corais, escolas de música? Elite. Trabalho de loucos, apaixonados e incansáveis artistas. Ou visionários patrocinadores. Vida longa às orquestras, corais, escolas de música. Everywhere. Que tal?

Programação fixa de eventos nas principais instituições de musica e arte em Manchester:
Martin Harris School of Arts and Drama (UNI)
quintas e sextas, 13h10, free
Royal Northen College of Music (RNCM)
segundas e quintas, 13h15, free
Bridgewater Hall
vários dias da semana, eventos pagos

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“Please stifle coughing as much as possible!” – lwg

*Após o recital, leio mais atentamente o programa. Ali, bem embaixo, em letras miúdas, a orientação: por favor, segure a tosse o máximo possível… Very British

Summary
Long live the arts
This week I watched the Quatour Danel at Martin Harris Centre at UNI. And opportunities like these remind me of when I never missed a free event in my hometown, Porto Alegre, when I was a music student there. Here in Manchester we have a lots of music and arts events to attend. Follow below three of the most important institutions for arts and culture. Que tal? What you think?

 

Simples assim

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Lutar, lutar, lutar
Pra gente ser feliz
Cantar, cantar, cantar
Como a gente sempre quis”
(Amar, I. Lins/V. Martins)

Ok, atendendo a pedidos… sinal de fumaça, cartas, mensagem na garrafa… Aqui um pouquinho de como rolou o show do Expresso 25 & Ivan Lins semanas atrás em POA. E fica por aqui, já que notícia velha só serve mesmo para embrulhar fish & chips e agora é hora de seguir em frente!

 

Delícia cantar com Pablo & Expresso 25
Delícia conhecer Ivan Lins
Delícia conviver um pouquinho com Ivan Lins e ouvir suas histórias
Delícia ensaiar muito
Delícia gravar CD e DVD
Delícia passagem de som
Delícia encontrar colegas e amigos
Delícia rever amigos de ontem e pra sempre
Delícia ver minha família
Delícia achar que estava de férias e trabalhar muito
Delícia guaraná Fruki e brigadeiro
Delícia banho de sol com amiga
Delícia sentir medo de temporal
Delícia atravessar zona norte de POA alagada
Delícia usar cílios postiços com ajuda profissional da Jamile
Delícia show com casa lotada
Delícia reconhecer pessoas na plateia
Delícia cantar muito
Delícia abraço apertado dos meus na volta

 

Estava nas nuvens! No voo de volta pra casa, tomei um champanhe e sorri feliz. Simples assim. Pelas decisões, coragem… sei lá. Como disse a Paula, mães também merecem uma aventura. Que venham as próximas! Que tal?

* Marco, esse post não exclui a nossa prometida conversa por uats! Mas só para já irmos afinando a pauta.