Para sensíveis espectadores

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Um roteiro bem original para quem aprecia o mundo das artes são as visitas guiadas em teatros e museus. Não somente o caminho óbvio para turista ver. Mas aqueles na contramão do grande público… que nos levam aos porões, aos bastidores, ao som e ao cheiro dos grandes espetáculos do passado. Mas procure bem. Os segredos e marcas desse tipo de programa somente se destacam aos olhos dos mais sensíveis espectadores.

O Victoria & Albert Museum em Londres promove diariamente a atração Theatre & Performance, um tour pelo acervo dos principais espetáculos já apresentados no UK. A entrada é franca. No dia da minha visita semana passada, 34ºC na rua e uns 27ºC no interior do museu, quase perdi a vez! Haviam pensado em cancelar o tour em função do calor dentro da galeria! Eu, a única brasileira no grupo de 12 pessoas disse: oh, come on! We are gonna be fine! E deu tudo certo. Nenhum desmaio!

O espaço abriga um vasto de material relacionado a produções artísticas. A cada novo display, pelos corredores, um passeio (com 1h de duração) pelos estágios de montagem dos espetáculos. Criando, ensaiando, cenário, figurino e maquiagem, produção e divulgação. E o que mais vier.

Nas oportunidades em que fiz esse tipo de tour me deixei levar pela imaginação e recriei meu próprio espetáculo. Como hologramas do passado, personificando e imortalizando seres comuns em performances únicas, visualizei cantores, atores, bailarinos, músicos e maestros. Ouvi o silêncio, o calor, os leques, as joias, as mãos entrelaçadas, as respirações, o aplauso, o riso, o choro e a catarse do público. Me encantei com as cores, os figurinos, as luzes, a maquiagem, o suor e as expressões dos artistas quando expostos em seu espaço sagrado: o palco. Pude escutar até aquele breve e tenso respirar antes de a cortina se abrir e la magia acontecer. Muito real.

L’Opéra (Paris), Teatro alla Scala (Milão), Teatro Colón (Buenos Aires), Teatro Solis (Montevidéu), Teatro Municipal (RJ/SP) são alguns dos espaços que convidam os amantes das belas artes a adentrar nesse túnel do tempo e reviver, por alguns instantes, a mágica vida dos que viviam nos palcos da vida.

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                                                                   O guia do tour (esq. ao fundo)

Ao final do tour, o guia, um senhor de traços orientais agradece a atenção de todos e faz um pedido: que nós, público, nunca deixemos de prestigiar os artistas. É isso que os mantém vivos, declara. Que tal?

Serviço
Theatre and Performance Tour – Visita guiada
Victoria & Albert Museum, Londres, SW7 2RL
Diariamente, das 14h às 15h
Ponto de encontro: balcão de informações, entrada principal
Entrada franca

Summary
For sensitive eyes
Some of the most original tours for those who enjoy the world of arts and theatres are the guided tours through theatre wings. But take a good look. The secrets and marks of these experiences only arise for sensitive watchers.

The Victoria & Albert Museum in London presents daily Theatre & Performance, a guided tour through a large collection of material from some of the major performances ever presented in the UK. The entrance is free.

Whenever I have the opportunity to go on this type of tour I am always taken by my imagination and recreate my own performance. Like holograms of the past, embodying and immortalizing ordinary beings in unique performances, I picture singers, actors, dancers, musicians and conductors. I hear the silence, the warmth, the jewels, the clasped hands, the breaths, the applause, the laughter, the crying and the catharsis of the audience. I am enchanted by the colors, the costumes, the lights, the makeup, the sweat and the expressions of the artists when exposed in their sacred space: the stage. I can also hear that brief and tense breath before the curtain opens and the magic happens. So real.

L’Opéra (Paris), Teatro alla Scala (Milão), Teatro Colón (Buenos Aires), Teatro Solis (Montevidéu) and Teatro Municipal (Rio and São Paulo/Bazil) are some of those venues that invite lovers of fine arts to enter this tunnel of time and revive, even for a few moments, the magical life of those who lived on the stages of life.

At the end of the tour, the guide, a gentleman with oriental features, thanks everyone for their attention and makes a request: that we, the audience, never fail to honor artists. That’s what keeps them alive, he says. Que tal? What do you think?

BOX
Theatre and Performance Tour – A guided tour
Victoria & Albert Museum, London, SW7 2RL
Daily: from 2pm to 3pm
Meeting point: grand entrance
Free

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Ivan Lins, cidadão do mundo!

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Ivan Lins, POA, 2017 (com Expresso 25)

Ivan Guimarães Lins nasceu no Rio de Janeiro em 1945. Carioca, brasileiro, músico dos maiores. Cultuado nos quatro cantos do planeta, é um cidadão do mundo.

Possui uma respeitada carreira artística como compositor, cantor, pianista e arranjador. Suas canções, em parceria com grandes letristas brasileiros, foram gravadas por músicos tanto do Brasil, como do exterior. E por onde quer que circule, com bandas ou orquestras, em festivais, turnês e espetáculos, alcança cada vez mais reconhecimento por sua riqueza musical, traduzindo em música um Brasil de sonho, um Brasil que encanta. Por sua natureza, sua gente, seus sons. Matéria-prima para quem, com sensibilidade e apuro estético, eleva histórias comuns a um patamar de contemplação e rara beleza.

No Brasil eu já havia assistido alguns de seus shows. Em 2017 o vocal Expresso 25 de Porto Alegre teve a honra de dividir o palco com ele, num espetáculo especialmente criado e conduzido pelo maestro Pablo Trindade. Voei de Manchester para POA e tive também a honra de participar desse inesquecível trabalho do grupo (post Simples Assim).

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         Expresso 25 & Ivan Lins: Somos todos iguais nessa noite

E na última quinta-feira em Londres assisti a mais um show do Ivan. Dessa vez a distância foi menor, apenas 2 horas de trem. E a emoção, a mesma. Ou maior, por estar longe do Brasil. Mas isso são outrosquetais.

O concert foi numa casa noturna e durante todo o espetáculo, público cantando junto. Bonito de ouvir. Português com sotaque gringo, inglês com sotaque brazuca. Ou, simplesmente, adoradores de música brasileira. Sem nacionalidade, fronteiras ou rótulos.

Ao meu lado, na pista, um homem cantava afinadíssimo todas as canções. No ritmo, na quebrada, na harmonia. Espiei de canto de olho e, assim como minha acompanhante do show, pensei: esse cara só pode ser brasileiro! Fiquei por ali. Cantando e berrando até perder a voz! Ao final do show, já cantávamos juntos em duetos recheados de saudade (me diz, me diz, como ser feliz, em outro lugar!)… Puxo papo e pergunto em inglês: excuse me, are you Brazilian? Com um sorriso o sujeito responde: no, I am from Persia.

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          Ao meu lado, o tal sujeito persa: música sem fronteiras

What? É isso. Música sem fronteiras. Adorei. Na terra da Rainha, o rei da noite, Ivan Guimarães Lins, une com sua música do mundo, um mundo de gente e culturas. Todos numa mesma voz. Que tal?

Ivan Lins, citizen of the world
Ivan Guimarães Lins was born in Rio de Janeiro in 1945. Carioca, Brazilian, a great musician. Adored in all four corners of the planet, he is a citizen of the world.
Ivan has a respected artistic career as a composer, singer, pianist and arranger. His songs, in partnership with great Brazilian lyricists, have been recorded by great names of music both in Brazil and abroad. And wherever he goes, with bands or orchestras, festivals, tours and shows, he achieves ever more recognition for his musical wealth, translating into music a dreamy Brazil, a Brazil that enchants. For its nature, its people, its sounds. Raw material for someone whose sensibility and aesthetic accurac, elevates ordinary stories to a level of contemplation and rare beauty.
In Brazil I had already watched his shows on some occasions. In 2017 the vocal group Expresso 25 from Porto Alegre had the honour to share the stage with him, in a concert especially created and conducted by Pablo Trindade. I flew from Manchester to POA and had the honor to participate in this unforgettable work by the group.
And last Thursday in London I watched another show by Ivan. This time the distance was shorter, only 2 hours by train. And the emotion, the same. Or greater, for being far from Brazil. But these are other tales.
The concert was at a nightclub and throughout the show the audience was singing along; beautiful to hear that. Portuguese with an English accent, English with a Brazilian accent. Or to put it simply: worshipers of Brazilian music. No nationality, borders or labels.
Beside me, on the dance floor, a man was singing all the songs very well. In rhythm, in harmony. I looked from the corner of the eye and like my guest that night, I thought: this guy must be Brazilian! I stood there, singing my lungs out! At the end of the show, we sang together in duets filled with saudade (me diz, me diz, como ser feliz em outro lugar!). I start a conversation and ask in English: excuse me, are you Brazilian? With a smile the guy answers: no, I am from Persia.
What? That’s it. Music without borders. I loved it. In the land of the Queen, the king of the night, Ivan Guimarães Lins, unites a world of people and cultures with his world music. In one voice. Que tal? What you think?

Estado bruto

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                                                              Dunas da Joaquina, SC, Brasil (foto: Mário Salgado)

Jack Soul Brasileiro
E que o som do pandeiro
É certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do swing
É o país da contradição

Estou de volta em Manchester após umas semanas de férias no Brasil. Sim, mais um half term, spring break ou whatever sejam os nomes das folgas que tenho aqui na Inglaterra. E não são poucas! Então, sempre que posso, aproveito para fazer uma das coisas que mais gosto nessa vida: viajar.

Em Terra Brasilis aterrisei em meio à crise: do combustível, dos caminhoneiros, das gentes. Como se fosse só. Como se crise fosse novidade. Um ringue (o país do swing). Até aqui, nada de novo. A novidade para mim é ficar em choque com os preços, abusos, desrespeito. Ainda sofro. Fecho um olho, finjo não ser comigo. Estado bruto. Como se fosse possível apagar as cicatrizes e glórias de ser brasileira, pelo simples fato de estar de visita. I can’t. And I never will.

Mas, vamos as coisas boas…
– passeio pela Costa da Lagoa
– passeio pelas dunas da Joaquina, Ingleses
– encontrar amigos queridos
– churrasco em família
– resolver burocracias, pendências
– banho de sol e correr na praia
– cabeleireiro, manicure e pedicure
– me perder de ver o mar
– dirigir na mão direita
– frutas, muitas frutas
– camarão, sempre
– suco natural

Por enquanto, em cada retorno, a doce sensação de pertencimento. País tropical abençoado pela contradição e belíssimo por natureza. Não sei quando será minha próxima viagem/visita ao Brasil. Hoje me dei conta que em quase 4 anos vivendo no Reino Unido, já estive 4 vezes por lá. É mais do que imaginava. Talvez menos do que gostaria. Um luxo. E como tal, aos poucos se torna mais distante, mais caro, mais inatingível. Como um sonho. Como um Brasil sem crise… diamante raro e único, ainda em estado bruto. Que tal?

 

Onde tenha sol, é pra lá que eu vou!

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Miami Beach fica em… Miami, Flórida. E a Flórida fica nos EUA. Não que eu seja lá muito fã do American Way of Life… me identifico mais com a politeness da Inglaterra. Mas, onde tenha sol, é pra lá que eu vou! E como ando muito precisada de vitamina D, bora lá! Prepare o bronzeador, havaianas, desenferruje o portunhol e entre no clima meio Rio, meio Havana, de uma das praias mais populares do mundo.

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Lincoln Road: caminhadas, patins e bikes. Da manhã à noite, o calçadão reúne os descolados e bronzeados da hora
– Restaurante
Forrest Gump: como um set de filmagem, vire turista mesmo (clichê sem culpa!) e tire uma foto no banco onde o famoso personagem contava suas histórias
Sawgrass Mills: pra quem tem coragem de trocar as águas cristalinas do mar por um shopping com ar-condicionado, esse centro de compras é um mundo
Museum of Art and Design, Jewish Museum of Florida, Memorial do Holocausto
– Ah, e claro, lindas praias de água transparente e morninha

Impossível listar todas as atrações – muitas e para todas as vibes. E não importa qual a sua praia. Vale é desfrutar cada momento como se fosse… dar praia! E sol pra mim, é artigo de luxo. Como loja da Havaianas em Londres e pé na areia branquinha. Que tal?

*Dentro de algumas horas piso mais uma vez no Aeroporto Internacional de Miami… que fica na Flórida. Que tem bastante sol! E uns 20ºC a mais que Manchester!

Liverpool além dos Beatles

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                                                                                      Liverpool, Albert Dock – lwg

Liverpool se localiza no noroeste da Inglaterra, condado de Lancashire e possui cerca de 480 mil habitantes. Foi fundada em 1207 e atualmente é uma cidade em franco desenvolvimento e uma das mais populares do Reino.

E sim, porto onde nasceram os 4 garotos aqueles, que formaram os Beatles. Mas, confesso, como nunca fui muito fã dos caras (sorry JRF!) sempre que visito a cidade, fujo um pouco do roteiro rock and roll/beatlemaníaco/turístico/Yellow Submarine e tento conhecer uma outra Liverpool. Mas, Let it be! Para quem curte… está tudo lá. Museus, esculturas, murais, músicos tocando hits pelas ruas, souvenirs, souvenirs, souvenirs, o Cavern Club, a Penny Lane, etc. E assim, o clima é inegavelmente contagiante. (O site Viajei Bonito apresenta um roteiro para quem quiser reviver a história da banda in-loco).

E para além dos Beatles, deixe-se perder pelas ruazinhas estreitas, centros culturais e a parte mais antiga e menos prestigiada da cidade, cheia de encantos. Pode ser uma semana, um final de semana ou um Day Trip(per). Vale a visita. From me, to you. Que tal?

Lugares bacanas para quem quer conhecer a Liverpool além dos Beatles:
World Museum: espaço com múltiplas representações. O planetário oferece sessões regulares para todas as faixas etárias
Central Public Library: a biblioteca pública apresenta um grande acervo de livros e mídias, além de espaços interativos, agenda de eventos culturais e um variado café
Merseyside Maritime Museum: o museu abriga uma importante coleção de documentos, objetos e reproduções dos grandes navios e embarcações da história do porto de Liverpool
International Slavery Museum: Localizado no terceiro andar do Merseyside Museum, o local reúne depoimentos, fotos e documentos que apresentam, de forma crítica, os séculos de maus tratos, comércio e exploração dos escravos no Reino Unido e Europa
Piermaster’s House: o local era uma das casas localizada na região das docas e a única que resistiu aos bombardeios na WWII. O interior e seus objetos oferecem uma visão bem realista das residências na época
*Zé, Dani e cia: acabamos de voltar de lá e temos um mapa da cidade pra vocês!

Berlim: silêncio e som

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Berlim, Branderburg Gate – lwg

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim (…)
(Certas Coisas/Lulu Santos)

Como um artesão sábio e habilidoso que lapida matéria bruta e transforma pedaços de história em forma, conteúdo e beleza. Assim vejo Berlim. Assim entendo a cidade forjada à ferro e fogo e que se reconstrói pedra sobre pedra, melodias de silêncio e som.

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Silêncio dos museus, monumentos, cicatrizes de guerra e memória jogadas na cara. Som de turistas, vida noturna, música. Vibração que está nas ruas, no povo, nos jovens, na economia e na coragem.

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E nessa dualidade, a capital da Alemanha se veste de luz e modernidade para mostrar do que é feita e para onde vai. E a mensagem é clara: ao encarar o passado e antecipar o presente, se estabelece lá no futuro como uma das principais referências em arte, contracultura e vanguarda na Europa de hoje.

 

Há um ano exatamente revisitei essa cidade. E mais uma vez Berlim me enche de silêncio e som. Como na canção acima. Como tudo que cala, fala mais alto ao coração. Que tal?

*Berlim… em cada visita novos encantos, lugares, pessoas, amigos. Inesquecíveis olhares.

 

Summary
Berlin: silence and sound
As a wise and skillful craftsman who engrave raw material and turns pieces of history into form, content, and beauty. That’s how I see Berlin. That’s how I understand the city built for iron and fire. That rebuilds stone upon stone, melody of silence and sound.
Silence of the museums, monuments, scars of war and memory thrown in the face. Sound of tourists, nightlife, music. Vibration that is in the streets, in the people, in the young, in the economy and in the courage.
And in this duality, the capital of Germany dresses up in light and modernity to show what is made of and where it goes. And the message is clear: in facing the past and anticipating the present, it establishes itself in the future, as one of the main references in art, counterculture and avant-garde in today’s Europe
One year ago I revisited this city. And once again Berlin fills me with silence and sound. As in the song above. Que tal? What you think?

*Berlin… in every visit new charms, places, people, friends. Unforgettable looks.

Marple Bridge

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                                                                                                           Marple Bridge – lwg

A serra gaúcha é considerada um dos principais roteiros turísticos do Brasil. O cenário de vales, montanhas e a arquitetura com toque europeu atraem milhares de turistas todos os anos, especialmente no inverno. Pois foi pra lá que me “transportei” quando visitei Marple Bridge, cidade localizada a menos de 20km (12mi) de Manchester. Me lembrou Nova Petrópolis, Gramado e Canela.

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O vilarejo fica na região metropolitana de Stockport. É cercado por colinas (formação incomum numa área essencialmente plana) e pelo rio Goyt – que originalmente ligava o comércio local entre Derbyshire e Cheshire. A charmosa ponte de pedra no centrinho da vila foi contruída no século XVII.

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Atualmente, cafés, trilhas, reservas e parques tornam a região um movimentado pit-stop de esportistas, caminhantes, turistas ou apenas residentes locais que circulam por ali. Uma boa dica é a caminhada entre o Peak Forest Canal até a cidade (cerca de 4mi e 2h30).

Lembranças da serra gaúcha à parte, Marple Bridge não deixa nada a desejar no quesito natureza, charme e, claro, as coisas bacanas do inverno. Uma boa caminhada, um chocolate (ou café!) quente, ou um simples passeio. Conectando o sul do Brasil ao leste de Manchester. Que tal?

Summary
Marple Bridge
The mountain range in the south of Brazil is considered one of the main turistic hotspots of the country. Valleys, hills and the European scenario attracts millions of visitors every year, especially in the winter. Marple Bridge reminds me of Nova Petrópolis, Gramado and Canela.
This village is located in Greater Stockport. It is sorrounded by hills (a rare formation in a particularly flat area) and by the Goyt river. The charming bridge in the centre of the village was built in the 17th century.
Nowadays, cafés, trails, natural reserves and parks make the region a bustling pit-stop for sportsmen, hikers, tourists or just local residents who roam the valley.
Memories of the mountain range in the south of Brazil aside, Marple Bridge leaves nothing to be desired in terms of nature, charm and of course the cool things of winter. Connecting the south of Brazil and the east of Manchester. Que tal? What you think?
*Previsão de neve amanhã. E eu sonhando com praia…